Este blogue pretende dar a conhecer “leituras” realizadas por alunos do AEMD. Está associado ao projeto "Cartão de Fidelidade" da Biblioteca Escolar que atribui pontos por cada opinião sobre livros lidos.

02
Jan 19

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Título: As poções secretas da professora Parassalsa

Autor: Robin Tzannes

Ilustrador: Korky Paul

Editora: Gradiva Junior

Ano de Edição: 2008        

Nº de páginas: 36

Sinopse:

A história passa-se num laboratório. As personagens são: a professora Parassalsa, "a maior cientista do mundo", o Celso, ajudante da professora, e o Barnabé, a cobaia do laboratório.

O Celso, "preguiçoso e resmungão", quer ser rico e famoso para não ter de trabalhar, então, um dia, quando a professora sai, resolve procurar uma fórmula mágica. Encontra um cofre que tinha escrito "ULTRASECRETO", cheio de poções. Resolve experimentá-las no Barnabé, e tudo corre bem até ao momento em que o Barnabé pede um desejo e se transforma em Celso! No final, a professora Parassalsa descobre tudo, mas antes de tirar o Celso de apuros, resolve ir comer uma "Torrada inqueimável" com o Barnabé!

Apreciação Crítica:

Achei este livro muito curioso, por se passar num laboratório de experiências. Para além disso, com esta história aprendi que não podemos ter tudo aquilo que queremos. Aconselho a sua leitura, porque aprendemos novas palavras. Destaco a personagem do Celso que, nesta história, é a personagem principal.

Dinis Maria Fernandes, 5ºA

Data de leitura: dezembro 2018

publicado por buelivros às 11:59

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Título: A sombra do Vento

Autor(a): Carlos Ruiz Zafón

Editora: BYS

Ano de Edição: 2011        

Nº de páginas: 526

Sinopse:

A Sombra do Vento, de Carlos Ruiz Zafón, leva-nos a Barcelona do pós-2ª Guerra Mundial para nos contar a história de Daniel Sempere, um rapaz que é levado pelo pai ao Cemitério dos Livros Esquecidos, onde encontra um livro que mudará a sua vida. Este guia-o para um labirinto de mistérios, intrigas e histórias de amor que o leva a desvendar os segredos de Barcelona. Num enredo com algumas reviravoltas e suspense até ao fim, A Sombra do Vento é reconhecida como a obra mais memorável de Zafón, que nos faz pensar no valor do amor, amizade e família e na importância que os livros têm na nossa vida.

Apreciação Crítica:

Gostei deste livro, embora tivesse expetativas mais altas em relação a ele. Como tinha lido Marina anteriormente, esperava mais suspense e uma ação que não demorasse tanto a começar. Ainda assim, depois de a narrativa se adensar (após uma boa data de páginas) a história torna-se interessante e intrigante, e questionamo-nos sobre quem estará de facto a dizer a verdade e qual será a história por trás do misterioso nome de Carax. O desenlace final com o encaixe dos relatos que nos vão revelando o mistério está muito bem construído, assim como a intrigante (e sinistra) "aura" de Carax e da mansão dos Aldaya. Uma narrativa inteligente e maravilhosamente escrita, que conjuga um relato enigmático com histórias de amor, com descobertas inesperadas até ao fim.

Citação escolhida: "Sempre pensei que seríamoas inseparáveis, mas a vida deve saber quaquer coisa que nós não sabemos."

Helena Rodrigues, 10ºB

Data de leitura: dezembro 2018

publicado por buelivros às 11:46

22
Nov 18

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Título: Para sempre - A vida muda num segundo

Autor(a): Judith McNaught

Editora: ASA

Ano de Edição: 2014           

Nº de páginas: 344

Sinopse:

"Para sempre" conta-nos a história de Victoria Seaton que, após a morte dos seus pais, descobre que não é quem julga ser. Victoria, "duquesa de Claremont", abandona Nova York e o seu amado e embarca para Inglaterra, mas a sua avó não a aceita e envia-a para Walkfield, a cargo de Charles Fielding, seu tio, e Jason, seu primo afastado. Animado com a ideia de unir finalmente os Claremont aos Fielding, Charles anuncia o noivado de Victoria e Jason. E assim se inicia a história de um amor louco e difícil de acontecer.

Apreciação Crítica:

Já li este livro várias vezes e fico triste todas as vezes que o termino de ler. É um livro que tem a capacidade de transportar quem o lê para um mundo imaginário, caracterizando ao pormenor as relações da alta sociedade. Aconselho a sua leitura a quem procura um bom livro para ler a quelquer hora do dia. Destaco uma das personagens da história -  Jason -, cujo caráter mais evolui ao longo do livro, sendo a sua maior influência a sua futura mulher, Victoria Seaton.

 

Erica Pires, 12ºB

Data de leitura: 29 outubro 2018

 

 

publicado por buelivros às 23:01

15
Out 18

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Título: No meu peito não cabem pássaros

Autor(a): Nuno Camarneiro

Editora: D. Quixote

Ano de Edição: 2011               

Nº de páginas: 190

Sinopse:

Este livro narra a história de três autores distintos, cujas vidas não se confundem, mas que têm em comum o sentimento de inconformidade com o mundo que os rodeia e ainda mais consigo mesmo: Karl Kafka, um imigrante inadaptado na enorme e impessoal cidade de Nova Iorque, na qual vive de forma solitária e conflituosa; Jorge Borges, apresentado ainda como uma criança desajustada em Buenos Aires e posteriormente como um adulto dececionado que não consegue encontrar no mundo onde vive lugar para a sua imaginação e para as histórias que lhe povoam a mente; e, por fim, Fernando Pessoa, uma criança doente na casa da tia em Lisboa e um adulto solitário e inconformado com a vida ainda que nela encontre a sua vocação de poeta. Três homens, três vidas e três percursos que nunca se cruzam nem se misturam.

Apreciação Crítica:

A contracapa do livro informa-nos das três personagens que protagonizam a história, que são nada mais nada menos que três mentes brilhantes distintas que marcaram a literatura internacional: Karl Kafka, Jorge Borges e Fernando Pessoa. Apesar das diferenças geográficas e de idade, as personagens têm em comum a passagem de dois cometas pela terra, no ano de 1910, facto que suscita um enorme pânico a nível mundial e faz com que muitas pessoas se suicidem com medo de um provável fim do mundo: “Em todo o mundo, pessoas enlouqueceram, suicidaram-se, crucificaram-se, ou simplesmente aguardaram caladas e vencidas aquilo que acreditaram ser o fim do mundo”. Assim são as primeiras páginas do livro, com versículos de diversos jornais que relatam essa mesma notícia.

As três narrativas que se seguem intercalam-se em pequenos capítulos nos quais vamos acompanhando vários momentos da vida das personagens, o seu crescimento e amadurecimento enquanto pessoas e escritores. Sem nunca contrariar as biografais oficiais, Nuno Camarneiro teve como objetivo relatar os dias dos protagonistas e recriar outros com base naquilo que é conhecido sobre as suas vidas.

O principal destaque do livro é, sem dúvida, a linguagem poética usada pelo autor, bem assente no título da obra. A escrita, para além de extremamente bela e acessível, completa-se com um vocabulário variado, o que torna este livro uma obra para se ler sem pressa de chegar ao fim.

Apesar de ter gostado bastante da ideia original do autor e do seu emprego das palavras, a narrativa em si deixa muito a desejar, principalmente pelo facto de quase não existirem menções à passagem dos cometas e das suas consequências, que ficaram tão vincadas nas primeiras páginas, o que pensei ser o tema principal do livro.

Um pequeno romance extremamente bem escrito, ainda que com necessidade de um pouco de intriga, para ler calmamente e sobretudo para refletir.

Citação preferida:

“Um retrato traz-nos um pedaço de mundo visto pelos olhos da realidade. É assim que eu sou, assim me vêem. Que máquina mostrará um dia o outro lado da gente? Quem há-de retratar os bastidores desarrumados das nossas poses serenas?” (pág. 113).

Data de leitura: outubro 2018

Oceana Fernandes, 10ºA

publicado por buelivros às 00:30

26
Jun 18

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Autor: Dulce Maria Cardoso

Título: O retorno

Editora: Tinta da China

1ª edição: 2012

Nº de páginas: 267

 

 

 

 

 

Assunto/Sinopse

O Retorno é um livro escrito por Dulce Maria Cardoso que retrata o regresso dos colonos portugueses de África, na perspetiva de um rapaz de 15 anos, Rui, que é obrigado a lidar com uma situação adversa naquela fase da vida em que o mundo é uma folha branca para escrever a história da nossa individualidade. Após o dia 25 de abril de 1974, as colónias começam a lutar pela sua independência, pelo que os negros perseguem os brancos, que são mortos ou obrigados a deixar o país. A família de Rui é das últimas a deixar Angola, e, pouco antes de deixar o país, militares negros surgem em frente da sua casa perguntando pelo “carniceiro do Grafanil”. Acabam por levar o seu pai, e ele, a mãe e a irmã têm de apanhar o avião para a “metrópole”, pois é uma oportunidade única. Assim, Rui assume o papel de homem de família, sentindo-se responsável pela mãe, que tem uma depressão, e a irmã, que apesar de ser mais velha fica mais abalada com a mudança do que ele. Assistimos à sua adaptação a uma nova realidade, que passa pela criação de novas amizades, mudança de hábitos, contacto com um clima diferente e um crescimento físico e mental face à nova situação em que se encontra.

Apreciação crítica/Impressões de leitura

Gostei muito deste livro. Permitiu-me conhecer melhor um período da História que eu associava apenas ao regresso dos portugueses das colónias, sem fazer ideia do clima de tensão que estes encontravam ao chegar à “metrópole”. O Retorno apresenta-nos o que foi vivido pelos retornados que saíram de uma situação de medo e perseguição para entrarem numa sociedade onde são discriminados e repudiados. O relato feito na primeira pessoa por um rapaz adolescente é muito expressivo, simples e claro, transmitindo-nos o seu medo, raiva ou euforia sem rodeios nem embelezamentos textuais. Entramos no mundo dos retornados do pós 25 de abril e somos agarrados pela história de Rui, do qual nos tornamos facilmente amigos. Uma leitura divertida, revoltante e emocionante que recomendo a todos.

 

Citação preferida:

“O sol pode cegar-te mas não te importes, se lhe voltas as costas a tua sombra esconde o que procuras” – p.164

 

Sobre a autora:  https://www.youtube.com/watch?v=9xrPvA2wFFc

 

Helena Rodrigues, 9ºB

Data de leitura: junho 2018

publicado por buelivros às 15:46

20
Jun 18

 

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Autor: Patrick Süskind

Título: O perfume

Editora: Presença

1ª edição: 1985

Ano de edição: 2015

Nº de páginas: 271

 

Assunto/Sinopse

Jean-Baptiste Grenouille, o protagonista do livro é abandonado pela mãe à nascença junto a restos de tripas de peixe num mercado parisiense, sendo posteriormente rejeitado por várias amas e instituições religiosas por causar uma sensação de desconforto que as pessoas não conseguiam explicar. Foi ainda rejeitado pela própria natureza que lhe negou o direito de exalar qualquer odor característico dos seres humanos. Deste modo, Grenouille, apesar de ter crescido num ambiente de repúdio e rejeição, acaba por descobrir ser dotado de uma enorme sensibilidade olfativa que lhe permite detetar qualquer odor e a sua composição a quilómetros de distância, conseguindo ainda combiná-los entre si e guardá-los na sua cabeça. Desprovido de cheiro, Grenouille parte, assim em busca da essência perfeita, do perfume que lhe falta para seduzir e dominar qualquer pessoa. Nesta busca compulsiva começa por aprender e aprimorar as técnicas necessárias ao fabrico de perfumes, terminando por realizar uma série crimes e homicídios, com vista a atingir os seus objetivos.

Apreciação crítica/Impressões de leitura

Esta é sem dúvida uma história misteriosa e muito perturbadora, fruto de uma ideia genial e única por parte do autor, que na minha opinião ou se ama ou se odeia. Eu, particularmente, adorei o livro por vários aspetos. Em primeiro lugar, achei a história bastante intrigante, em grande parte devido à personagem principal, Grenouille. Uma personagem complexa capaz de comover e despertar pena, devido ao seu passado e à forma como foi negligenciado e rejeitado na infância, mas também ódio, repulsa e desconfiança por todas as suas ações monstruosas que não nos permitem realmente enfatizar com esta curiosa personagem. Grenouille, comparado várias vezes com um animal, é um psicopata desprovido de sentimentos tornando-se cada vez mais fascinante à medida que se aproxima de atingir o seu objetivo - produzir o perfume que faria com que todos o amassem.

Outro aspeto de que gostei e que me cativou imenso foi a narrativa de Patrick Süskind, muito detalhada e rica em descrições olfativas e visuais, que não só nos permitem entrar na mente de um verdadeiro psicopata, como também vivenciar os diferentes momentos do livro e sentir os aromas descritos. Além disso, os momentos finais são simplesmente geniais. Nunca ao longo da leitura me ocorreu aquele final, mas agora, depois de o ler, penso que não poderia ser outro e que se enquadra na perfeição. A história fascinante e o vocabulário simples tornam a leitura fluida e envolvente.

Este é um livro fantástico, com uma história única capaz de despertar emoções contraditórias, uma vez a sua história nos cativa e nos repugna ao mesmo tempo e com certeza Grenouille não vai ser fácil de esquecer. Aconselho vivamente a sua leitura.

Citação preferida:

 “ Até então acreditara que era do mundo de um modo geral que ele precisava de escapar. Não era, porém, do mundo, mas das pessoas. Parecia-lhe que num mundo vazio de gente até dava para viver. “

Oceana Fernandes, 10ºA

Data de leitura: novembro 2018

Assunto/Sinopse

Jean-Baptiste Grenouille, órfão de pai e mãe, nasceu no meio dos odores nauseabundos do mercado de rua de Paris, rodeado de cabeças e tripas de peixe debaixo da banca onde a mãe trabalhava. Criado pela ama Madame Gaillard, Grenouille cresce desprovido de emoção e vai desvendando a sua capacidade extraordinária: um olfato muitíssimo apurado que lhe permite captar os cheiros de tudo o que o rodeia, incluindo o daquilo que as pessoas normais não cheiram (o vidro, o ar, o álcool…). Vagueando por Paris, aperfeiçoa o seu dote, sendo, até, capaz de guardar os cheiros na sua mente como se fossem livros numa biblioteca. Depois de trabalhar numa fábrica de curtumes, Grenouille consegue estabelecer-se numa perfumaria de Paris como aprendiz do mestre Baldini. Aí aprende as mais usadas técnicas de fabrico de perfumes, e contribui para a recuperação da reputação de Baldini. Não tardará a ambicionar produzir perfumes que sintetizem tudo aquilo que apenas o seu apurado nariz consegue cheirar. Contudo, as técnicas de Baldini não são suficientemente precisas para absorver tais odores. Por isso, dirige-se a Grasse, a cidade dos perfumes, com o objetivo de alcançar o seu sonho: criar um reino de odores que o torne poderoso em relação aos humanos inferiores que não conseguem alcançar a sua sensibilidade odorífera. É em Grasse que a história se adensa, com uma súbita vaga de assassinatos em circunstâncias invulgares… 

Apreciação crítica/Impressões de leitura

Gostei imenso deste livro. O vocabulário é simples e as descrições permitem ao leitor perceber os cheiros que Grenouille apreende. A história não é muito complexa, tem um desenrolar fluido e um final surpreendente. Confesso que estive à espera dos assassinatos durante a maior parte do livro, mas os acontecimentos que os precederam não me deixaram desiludida nem diminuíram a minha vontade de continuar a ler. O fim é impressionante e inesperado, e compensa a espera. Depois de se ler este livro, até começamos a tentar cheirar tudo o que nos rodeia para tentar ser como o Grenouille!

Recomendo este livro a qualquer pessoa que goste de ler, pois penso que é uma leitura interessante e importante na construção do nosso mundo literário.

Citação preferida:

“Era a primeira vez que faziam qualquer coisa por amor.”

Helena Rodrigues, 9ºB

Data de leitura: maio 2018

 

publicado por buelivros às 18:28

06
Abr 18

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 Autor: Afonso Cruz

Título: Vamos comprar um poeta

Editora: Caminho

Data da edição: 2016

Número de páginas: 101

 

Assunto/Sinopse

Esta história é sobre uma sociedade imaginada e ligeiramente distópica onde as pessoas em vez de nomes têm números e tudo é medido quantitivamente com exatidão desde os três gramas de manteiga para barrar o pão até aos mililitros de saliva partilhados nos afetos.

As famílias desta sociedade possuem artistas em vez de animais de estimação, tendo a jovem protagonista da história optado por ter um poeta, visto que este não sai caro e ao contrário dos pintores ou escultores, não suja muito.

No entanto, a presença do poeta no seio desta família vai transformar a vida da protagonista de tal modo que esta nunca mais irá pensar sobre a poesia o que outrora pensou.

Apreciação crítica/Impressões de leitura

Este livro tem como principal objetivo a critica à sociedade materialista em que nos inserimos que dá mais importância às questões económico-financeiras que ao bem-estar da população e à forma como a cultura é vista pela sociedade que a considera inútil e um disparate.

Neste cenário distópico, a arte entretém de forma extremista a população, ou seja, leva-se um poeta para casa como que adotando um animal de estimação.

O livro narra, na sua maioria, a relação entre a protagonista de 12 anos com o seu poeta que muda gradualmente a maneira da jovem pensar, deixando-se afetar pelas metáforas (mentiras como lhe chamam no livro) e pelos adjetivos. “Percebi que estava cada vez mais inutilista e que pensava em coisas só pela sua beleza e não queria saber do seu valor monetário ou instrumental.”, “Estaria doente?”.

O autor tem como objetivo fazer as pessoas refletir acerca da importância da poesia, da criatividade e da cultura nas nossas vidas, complementando a sua crítica no prefácio onde este afirma que as coisas mais importantes não são utilitárias e definitivamente não se podem comprar.

Um pequeno livro, que se lê demasiado rápido, mas com uma enorme importância e  que deverá ser lido e relido.

Citação preferida:

“A cultura não se gasta. Quanto mais se usa, mais se tem.”

Oceana Fernandes, 9ºA-S

Data de leitura: março 2018

publicado por buelivros às 18:11

 

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Autor: Harper Lee

Título: Não Matem a Cotovia

Editora: Europa-América

Data da edição: 1960

Número de páginas:272

 

Assunto/Sinopse

Durante os anos de 1930, no seio da Grande Depressão americana, Atticus Finch, advogado numa pequena cidade do sul dos Estados Unidos, recebe a dura tarefa de defender um homem negro acusado de estuprar uma jovem branca.

Esta história é narrada através do olhar atento, curioso e inocente de Jean Louise, filha mais nova de Atticus, que descreve não só o racismo como também o preconceito que caracterizam as relações humanas numa pequena e conservadora comunidade.

Apreciação crítica/Impressões de leitura

Adorei todos os aspetos do livro, desde a historia, às personagens, à escrita e mesmo o título, repleto de profundidade e simbolismo que tornaram este clássico da literatura norte-americana um dos melhores livros que alguma vez li.

A história aborda não só o racismo como essencialmente o tema do respeito tanto pelas diferenças que caracterizam as pessoas e as suas opiniões, como também pelos mais velhos e pelo espaço dos outros. Também se relacionam outros problemas como a educação, o estatuto social e o limitado papel da mulher na sociedade da época.

A história é narrada do ponto de vista de Jean Louise (Scout para os amigos e familiares), uma criança de 6 anos cujo crescimento acompanha a narração, o que confere e acrescenta ao livro a inocência e honestidade características de alguém da sua idade. A sua narração também nos leva a questionar o porquê de complicar as coisas mais simples, facilmente compreensíveis por Scout. “Eu penso que só existe um tipo de pessoas. Pessoas.”

Também o facto de ser narrado por uma criança torna o livro mais divertido, apesar do tema abordado ser bastante profundo, existindo um balanço entre os momentos de maior emoção, injúria e indignação com os vários momentos de humor e comicidade existentes ao longo do livro.

Um outro aspeto positivo são, sem dúvida, as personagens, todas muito bem desenvolvidas, retratando os diferentes tipos sociais da época marcada pelo preconceito e crueldade. Acho quase impossível não desenvolver um carinho especial por Scout, uma menina extremamente curiosa, doce e inteligente em relação à sociedade em que se insere.

Também Atticus é uma personagem inesquecível demostrando uma enorme coragem, não ficando calado perante a injustiça e lutando contra tudo e todos na esperança de defender aquilo que sabe ser humanamente correto. Além disso, gostei da afeição que Scout e o irmão têm pelo pai, tentando reter todas as suas lições de vida ainda que não as compreendem ou sequer concordem.

Adorei este livro, sem dúvida intemporal, e aconselho vivamente a sua leitura e principalmente a reflexão sobre a sociedade em que nos inserimos. Será difícil um outro livro superá-lo assim tão breve.

Citação preferida:

“Coragem é quando sabemos que estamos vencidos antes de começar, começarmos, apesar de tudo, e irmos até ao fim, aconteça o que acontecer.”

Oceana Fernandes, 9ºA-S

Data de leitura: fevereiro 2018

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publicado por buelivros às 18:10

03
Fev 18

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tulo: Há um pirata na Internet

Autor: Geronimo Stilton

Editora: Presença

Nº de páginas: 117

 

Sinopse: Alguém roubou a identidade de Geronimo Stilton na internet e está a usá-la para arruinar a sua imagem. Além disso, chegam camiões de objetos absurdos, comprados online com o seu cartão de crédito, mas ele não encomendou nada! (texto da cpntracapa).

 

Impressões de leitura: Gostei muito deste livro, porque é um livro sobre um tema atual. Com ele, aprendi e relembrei alguns cuidados a ter quando ando na internet, não só com as "10 regras de Ouro" para navegar na internet, mas também com as desgraças que acontecem ao Stilton. Ele quase fica sem o Diário dos Roedores, a sede do seu jornal, tudo por causa do Nick Ninguém que lhe anda a arruinar a identidade e a gastar todo o dinheiro do seu cartão de crédito. Nesta história, ficamos também a saber mais sobre os perigos dos videojogos! Leiam e aprendam com este livro espetacular!

 

Tiago Falcão, 6B

Data de leitura: 19 de janeiro de 2018

 

 

 

publicado por buelivros às 15:50

01
Fev 18

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Autor: Rick Riordan

Título: Percy Jackson e os Ladrões do Olimpo

Editora: Casa das letras

Data da edição (6ª): 2017

Número de páginas: 326

 

Assunto/Sinopse

Percy Jackson é um rapaz problemático de doze anos que é sistematicamente expulso dos colégios que frequenta. Certo dia, descobre que, na verdade, é um semideus, filho de um deus grego e de uma mortal, e por isso não é como os outros rapazes. Os semideuses são constantemente perseguidos por monstros, por isso o único sítio seguro para eles é o Campo dos Mestiços, para onde Percy é levado pelo seu amigo Grover, o sátiro encarregado de o proteger. É no Campo que conhece Annabeth, Luke e Quíron, e começa a aprender a viver como um semideus. Mas depara-se-lhe um problema ainda maior: o raio mestre de Zeus foi roubado e Percy é o principal suspeito. Juntamente com Annabeth e Grover, parte numa aventura para recuperar o raio de Zeus até ao Solestício de Inverno, resolvendo o enigma do Oráculo, pois só assim será possível garantir a paz do Olimpo e da Humanidade.

Apreciação crítica/Impressões de leitura

Gostei muito deste livro. Tem uma linguagem muito simples e uma história cativante, a qual é enriquecida pelas referências à mitologia grega. Há passagens que fazem o leitor rir e outras que o põem nervoso, e a vontade de resolver o enigma motiva a ler mais e mais. O livro tem um final surpreendente e deixa-nos curiosos para conhecer a continuação da saga.

Para saber mais:

http://rickriordan.com/

 

Helena Rodrigues, 9ºB

Data de leitura: janeiro 2018

 

publicado por buelivros às 22:43

28
Jan 18

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Autor: H.G.Wells

Título: A máquina do tempo

Editora: Público

Data de edição: 2004

Data de publicação original: 1895

Número de páginas: 126

Nota: A Máquina do Tempo (1895) é uma das primeiras fantasias científicas de H. G. Wells e um clássico do género, a par de A Ilha do Dr. Moreau (1896), O Homem Invisível (1897) e A Guerra dos Mundos (1898).  

Assunto/Sinopse

Em pleno século XIX, um cientista inglês apresentado como o "Viajante do Tempo" constrói uma máquina capaz de viajar até ao futuro. Ao testá-la, é transportado para o ano de 802-701, completamente desconhecido para o cientista. Este novo mundo é habitado por duas espécies distintas: os Elois, pacíficos e dóceis, que aparentemente vivem uma vida sem preocupações, e os Morlock, criaturas subterrâneas que acabam por se revelar predadores dos Elois. O viajante pensa estudar estas criaturas fascinantes e depois regressar ao seu tempo, quando descobre que a sua invenção havia sido roubada.

Apreciação crítica/Impressões de leitura

Confesso que iniciei esta leitura com bastantes expetativas, mas infelizmente este livro foi para mim uma completa desilusão! É um livro com poucas páginas que, pensava eu, não tardaria a acabar, no entanto demorei bem mais do que aquilo que esperava. Acho que tal se deveu ao facto de a história ter sido, para mim, previsível e pouvo inovadora, dado que o conceito de "viagem no tempo" já foi explorado de todas as formas possíveis! Não gostei das personagens nem da narrativa (feita na 1ª pessoa e por duas personagens), muito superficial, sem grandes explicações.

O único aspeto positivo do livro é, sem dúvida, o modo como o futuro nos é apresentado, a que se deveu o grande sucesso do livro, publicado no século XIX e considerado o primeiro romance de ficção científica a abordar o tema da viagem no tempo, o que despertou a curiosidade das pessoas da sua época. 

Em geral, não gostei, mas apenas porque o li na época errada!

 

Oceana Fernandes, 9A-S

Data de leitura: janeiro 2018

publicado por buelivros às 12:34

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Autor: Joe Carrot

Título: Estás tramado Coelho!

Editora: Porto Editora

Data de publicação: 2011

Número de páginas: 228

 

 Assunto/Sinopse

Larry Diamante é o novo detetive de Coelhópolis, capaz de resolver qualquer caso. Vai acusar Joe Carrot de ter roubado uma preciosa pulseira de diamantes da Laura. Felizmente, Joe não vai preso, porque o seu amigo Peter grava uma conversa em que Larry é incriminado.

Apreciação crítica/Impressões de leitura

Adorei ler este livro, porque é empolgante e muito imaginativo! Gostei da parte em que Carrot tenta encontrar Palmina e Jane e não gostei da parte em que Joe Carrot quase fica falido por causa do Larry Diamante. Foi um dos livros de que mais gostei! Aconselho!

 

Carolina Martins, 7A - S

Data de leitura: novembro 2017

publicado por buelivros às 12:26

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Autor: António Mota

Título: Pedro Alecrim

Editora: Gailivro

Data de publicação: 2006

Número de páginas: 131

 

 Assunto/Sinopse

Numa aldeia chamada Pragal, vivia um rapaz chamado Pedro que, com os seus pais, criava gado. Pedro tinha um irmão gago, mas muito meigo e curioso, e uma irmã. Pedro começou a trabalhar mais cedo do que o esperado...

Apreciação crítica/Impressões de leitura

Gostei muito deste livro, porque nos apresenta um passado que se enquadra na realidade dos nossos pais e avós. Muitos não aprenderam a ler e a escrever porque não tinham possibilidades financeiras e tiveram de começar a trabalhar muito cedo para ganhar algum dinheiro. Achei este livro entusiasmante!

João Besteiro Domingues,  5B

Data de leitura: janeiro de 2018

 

 

 Assunto/Sinopse

Este livro é constituído por 23 capítulos e conta a história de Pedro, um menino que andava no 6ºano. Esta história é muito antiga, no tempo em que os meninos tinham de ajudar os pais nos campos e que tinham de abandonar a escola para irem trabalhar e a ajudar a sustentar a família.  Quem conta esta história é o Pedro que mora no Pragal e que tem muitos amigos: o Nicolau, o Luís, a Rita, o Martinho e a Joana.

Apreciação crítica/Impressões de leitura

A passagem de que eu mais gostei foi quando o Pedro contou um episódio que se passara entre a mãe e o pai: uma vez o pai exaltou-se com a mãe e esta, para não discutir saiu de casa. Como ela demorava muito em aparecer, eles foram procurá-la, mas não a encontraram em lado nenhum, por isso voltaram para casa e quando chegaram viram que a mãe já lá estava e aí descobriram onde ela tinha estado…

   A minha personagem preferida é o Nicolau, porque ele era o melhor amigo de Pedro e fazia de Pedro seu confidente. A prova disso foi quando o Nicolau lhe escreveu uma carta em guardanapos a contar o que lhe tinha acontecido.

    Fiquei um pouco confuso com a carta que o Luís escreveu ao Pedro, pois a carta estava escrita numa linguagem cifrada sendo difícil de entender na primeira leitura, por exemplo:”Olávef, Pedrovof!”.

    Gostei muito desta história porque me permitiu saber como algumas as crianças viviam antigamente.

 João Rodrigues,  6A

Data de leitura: dezembro de 2017

 

 

publicado por buelivros às 12:19
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Autor: Eça de Queirós

Título: O Primo Basílio

Editora: Livros do Brasil

Data de publicação (original): 1878

Número de páginas: 457

 

 Assunto/Sinopse

Jorge e Luísa são o típico casal burguês da classe média lisboeta de finais do século XIX. Um casal cujo equilíbrio fica em risco com a partida de Jorge para o Alentejo onde permanece várias semanas. Entretanto, Luísa, aborrecida e sozinha em casa, recebe a visita do seu primo Basílio, com o qual outrora havia tido um caso amoroso. Estas visitas começam a ser frequentes e, seduzida por Basílio, Luísa acaba por cair em adultério numa história de chantagem, imoralidade e tragédia.

Apreciação crítica/Impressões de leitura

Uma obra fantástica que me surpreendeu bastante pela positiva. Por ser o primeiro livro que leio do escritor, para além dos Contos, pensei que seria mais monótono e de difícil compreensão, mas foi para mim uma leitura fluída e divertida, escrita com bastantes detalhes e descrições, que foram capazes de me fazer viver a história à medida que é narrada. Outro aspeto de que também gostei bastante foram as personagens do livro, cada qual com a sua personalidade e todas diferentes, desde a mais simplles à mais excêntrica, da mais honesta à mais cruel e mesquinha, todos tornaram esta leitura mais envolvente e cativante. Outro aspeto positivo são as críticas tecidas ao longo da obra às várias personagens, cheias de ironia e humor. Uma incrível leitura, já que Eça de Queirós foi capaz de transformar um romance cliché numa história espantosa que retrata na perfeição a sociedade da época.

Citação preferida

"É que o amor é essencialmente perecível e na hora em que nasce começa a morrer."

 

Oceana Fernandes,  9A-S   

Data de leitura: janeiro de 2018

publicado por buelivros às 12:02

Autor: 8-Horas-na-Escola-de-Queijo.jpgGeronimo Stilton

Título: 8 horas: Na escola de queijo

Editora: Presença

Data de publicação: 2013

Número de páginas: 117

 

 Assunto/Sinopse

Ia ser um dia muito especial para Geronimo: ele tinha sido convidado para ir à escola do seu sobrinho Benjamim falar da sua profissão de escritor...

Apreciação crítica/Impressões de leitura

Ao ler o título deste livro, pensei em muitas maneiras de como poderia ser esta história! Nesta aventura, Geronimo faz o oposto do que faz nos outros livros: em vez de fazer má figura, vai ser um herói!

 

Tiago Falcão,  6B   

Data de leitura: dezembro de 2017

 

 

publicado por buelivros às 11:44

um minuto para a meia noite.JPG

 

Autor: Joe Carrot

Editora: Porto Editora

Data de publicação: 2010

Número de páginas: 119

 

 Assunto/Sinopse

O detetive Joe Carrot está no seu escritório e entra um casal, o senhor Rufo MacRábano e a senhora Rubina, que estava muito triste e a chorar (ela chora por qualquer motivo!!). Eles vivem no Vale dos Arrepios, onde cultivam legumes e vegetais que são os melhores de Coelhópolis. O motivo pelo qual queriam falar com o detetive era porque no Vale dos Arrepios, ao faltar um minuto para a meia-noite, começam a acontecer coisas estranhas:  ouvem-se barulhos, vandalizam a horta, deixam a água a correr... A senhora Rubina afirma que viu a Bruxa Rapina, mas o detetive não acredita em bruxas. Joe Carrot investiga o caso e descobre que, afinal, a bruxa não é verdadeira e voa graças à hélice de um pequeno motor telecomandado. Acaba por descobrir que quem está por trás de tudo é Hector O'Hare, o mais rico do Vale dos Arrepios, só porque queria que o senhor Rufo lhe vendesse a sua horta!

Apreciação crítica/Impressões de leitura

Adorei este livro pois tem muito suspense e muita aventura. A parte de que mais gostei foi a parte em que Joe Carrot descobre que a bruxa Rapina não é verdadeira, mas não houve nada de que não tivesse gostado. Adorei o livro e recomendo-o a todos os meus colegas!

um minuto para a meia noite2.JPG

Carolina Martins,  7A - S     

Data de leitura: janeiro de 2018

 

 

 

publicado por buelivros às 11:13

 Diário de uma totó 10.jpg

Autor: Rachel Russel

Editora: Gailivro

Número de páginas: 291

 

Assunto/Sinopse

Neste Diário, Niki e Brandon encontram à porta dos "Amigos Felpudos" uma cadela com filhinhos que já não têm espaço na associação! Então, com os amigos, resolvem tratar deles durante uma semana, e não vai ser fácil separarem-se!

 

Apreciação crítica/Impressões de leitura

A personagem de que mais gostei foi a Briana, irmã da Niki, porque conseguiu manter segredo quanto à decisão de tomarem conta dos cães. Pelo contrário, a mãe da Niki não aceitou ter os cães em casa, por isso a Niki foi obrigada a escondê-los. Para mim, a decisão dos amigos em tomarem conta dos cachorros foi a mais acertada, foi uma atitude muito bonita.

 

Ana Costa, 7A - S   

Data de leitura: novembro 2017 

publicado por buelivros às 10:58

27
Jan 18

AutorO_Rapaz_Pijama_Riscas_PNL.jpg : John Boyne

Editora: ASA

Páginas: 175

Assunto/Sinopse

Este livro conta a história de Bruno, uma criança de nove anos, que vive uma vida confortável com a família e os amigos na Alemanha. No entanto, no eclodir da 2ª Guerra Mundial, o pai é promovido a comandante das tropas nazis, e Bruno é obrigado a mudar-se para Auschwitz, na Polónia (sítio a que ele se refere como "Acho-Vil"). Bruno sente-se triste e aborrecido com a mudança, não só pela casa ser mais pequena, mas principalmente devido à ausência de crianças com quem ele possa brincar. Perante esta situação, e na tentativa de se divertir um pouco, Bruno decide explorar o território e rapidamente encontra um campo de concentração, que ele acreditava tratar-se de uma quinta.

Assim que encontra o campo, depara-se com um menino judeu da sua idade, Shmuel, de quem ele se torna amigo. Bruno não entende a razão da rede que o separa do seu único amigo e de outras milhares de pessoas com quem ele poderia brincar e, mesmo tendo sido proibido de se aproximar da vedação, a amizade dos dois cresce cada vez mais. Uma amizade imprevisível, que se vai tornar trágica...

 

Apreciação crítica/Impressões de leitura

Gostei bastante de fazer esta leitura, proncipalmente por nos dar uma diferente perspetiva de uma das épocas mais sombrias da história, a Segunda Guerra Mundial.

O protagonista é Bruno, uma criança de nove anos, e os factos são apresentados do seu ponto de vista e encarados com bastante inocência e pureza. Desde o engano ao pronunciar certas pelavras (como "Fúria", em vez de Führer, como "Acho-Vil" em vez de Auschwitz) à sua maneira única de encarar a realidade. 

É um livro que mostra que nenhuma criança nasce racista ou cruel. Elas não julgam pela cor ou religião e nunca perdem a oportunidade de fazer um amigo.

A escrita é bastante simples e fluída, contudo a história é um pouco sperficial e nada é realmente explorado a fundo, deixando a reflexão e descoberta a cargo do leitor. Não deixa de ser uma história comovente que assenta nos valores da igualdade e da amizade.

Oceana Fernandes, 9ºA-S

Data de leitura: janeiro 2018

 

Assunto/Sinopse

Este livro conta a história de Bruno, um menino de nove anos, filho de um comandante nazi, que, devido à promoção do pai, tem de se mudar para “Acho-Vil” com a sua família. Bruno sente-se só e aborrecido na nova casa, porque esta é mais pequena do que a de Berlim e não há meninos com quem ele possa brincar. Um dia, decide fazer uma “exploração” ao longo da vedação, e depara-se com um rapaz do outro lado dela. Shmuel é um judeu polaco da idade de Bruno, que fora enviado para o campo de concentração de Auschwitz. Bruno desconhece a terrível realidade do Holocausto, e estranha o facto de ali existir uma rede que divide o lado deserto onde ele vive do sítio cheio de pessoas que existe do outro lado, com muitas crianças com as quais ele poderia brincar e onde vive o seu único amigo. A sua amizade com Shmuel cresce, e todos os dias os dois se encontram, um de cada lado da vedação, formando um par impensável: um alemão e um judeu numa relação pacífica em plena 2ª Guerra Mundial. Uma relação que vai mostrar a Bruno o que realmente está a acontecer e que o envolverá nesse horrível fenómeno de genocídio.

Apreciação crítica/Impressões de leitura

Gostei bastante deste livro, principalmente pela simplicidade e leveza com que retrata um dos períodos mais sombrios da História. É um livro que nos faz ficar indignados com a extremista e racista mentalidade nazi e nos faz acreditar que mesmo em tempos difíceis é possível criar uma amizade. É interessante, porque a história é contada do ponto de vista de uma criança inocente que ignora os perigos inerentes à sua amizade em prol dela, opondo-se aos princípios fascistas e mostrando que na verdade as crianças são semelhantes, quer de uma religião ou de outra, aumentando a indignação do leitor, pois impedir uma amizade por uma questão política não faz, realmente, sentido. Um livro sobre a inocência em tempos de terror e o valor da amizade, que considero uma boa iniciação ao tema da 2ª Guerra Mundial.

Helena Rodrigues, 9ºB

 

publicado por buelivros às 19:46

05
Jan 18

O alienista.jpg

 

Autor: Machado de Assis

Editora: Porto Editora

Data de publicação: 2014

Modo literário: Narrativo

Número de páginas: 108

 

 Assunto/Sinopse

Dr. Simão Bacamarte, médico e homem da ciência, decide enveredar pelo campo da psiquiatria e inicia um estudo sobre a loucura e os seus graus, classificando-os. Para aprofundar os seus estudos, o cientista regressa a Itaguí e convence os seus habitantes a fundar um hospício, a Casa Verde. Depressa a instituição fica repleta de loucos e lunáticos de todos os tipos, até existirem mais loucos do que sãos na sociedade.

Apreciação crítica/Impressões de leitura

Esta é uma história escrita numa época em que a ciência e aqueles que a dominavam não deviam ser questionados, numa época em que tudo o que estava relacionado com a ciência era benéfico e contribuía para o desenvolvimento da humanidade.

Este conto de Machado de Assis, publicado em 1881, tem como assunto principal a loucura e critica principalmente a ciência da época, mas também o egoísmo, a injustiça e o orgulho exagerado. Uma narrativa curta, recheada de sarcasmo e ironia, humor e comicidade, de que são exemplo as razões pelas quais Simão Bacamarte interna os habitantes, chegando a internar a própria mulher por esta ficar indecisa sobre qual vestido usar. É uma obra com um final surpreendente em que nos questionamos: mas quem, afinal, eram os loucos?

Oceana Fernandes,  9A - S     

publicado por buelivros às 19:07

o velho e o mar.jpg

 

Autor: Ernest Hemingway

Modo literário: Narrativo

Género literário: Ficção

 

 Assunto/Sinopse

Santiago, um velho pescador cubano, está há quase 3 meses sem conseguir pescar um único peixe. Até que o seu isco é finalmente mordido por um enorme espadarte. O peixe imponente resiste, arrasta a sua canoa cada vez mais para o alto mar na corrente do Golfo e obriga a uma luta agonizante de 3 dias que o velho Santiago acabará por vencer para logo se ver derrotado.

Apreciação crítica/Impressões de leitura

Este livro relata a aventura de Santiago que no octagésimo quinto dia sem pescar absolutamente nada decide explorar uma nova área do mar. Completamente sozinho, visto que Santiago perdeu o seu ajudante e amigo, devido ao fracasso do velho, este entra numa luta contra um enorme peixe que mordeu o seu isco, O pescador sabe que precisa de ser corajoso para enfrentar os seus adversários: não só o peixe, como também o sol, o mar, a solidão, a fome e a dor que se manifesta regularmente devido à sua avançada idade. O livro realça também a relação de Santiago com a Natureza, demonstrando a sua enorme sensibilidade para com os animais. Apesar de se tratar de um questão de sobrevivência, o pescador lamenta várias vezes que tenha de matar o espadarte, chegando a chamá-lo de irmão.

Gostei bastante deste livro, pois, com uma linguagem simples, demonstra a constante luta entre o homem e a Natureza, destacando não só a importância da coragem e persistência, como também o respeito pela Natureza.

 

Data de leitura: dezembro de 2017

Oceana Fernandes,  9A - S     

publicado por buelivros às 18:49

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