Este blogue pretende dar a conhecer “leituras” realizadas por alunos do AEMD. Está associado ao projeto "Cartão de Fidelidade" da Biblioteca Escolar que atribui pontos por cada opinião sobre livros lidos.

12
Mai 19

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Título: Um Corpo na Biblioteca

Autor(a): Agatha Christie

Editora: Edições Asa

Ano de Edição: 2003

Nº de páginas: 176

Sinopse:  Ruby Keene, uma bela jovem, é encontrada morta na biblioteca da mansão do casal Bantry, aparentemente estrangulada. A polícia é imediatamente chamada mas Dolly Bantry, a dona da mansão, acaba por pedir ajuda a Miss Marple, sua velha amiga, para juntas descobrirem quem matou a jovem, por que motivo e como foi parar à biblioteca da mansão. Mas, quando um novo cadáver é descoberto, Miss Marple percebe que as razões do crime remetem para uma antiga tragédia da qual fazem parte o amor o dinheiro e a solidão...

Apreciação crítica: A narrativa é feita na terceira pessoa, ora acompanhando os detetives, ora acompanhando Miss Marple, dando assim aos leitores uma visão mais ampla da investigação e permitindo-lhes relacionar a visão de ambas as partes que, por sua vez, se completam entre si.

A investigação é centrada principalmente em diálogos, muito bem desenvolvidos e repletos de detalhes e pequenas pistas, pelo que um sentido de concentração constante torna-se essencial.

É claro que quem capta mais a atenção do leitor é Miss Marple, sempre um passo à frente dos investigadores, uma vez que dá especial importância aos pequenos detalhes que passam despercebidos tanto aos polícias como ao leitor. De facto, é bastante curiosa a forma como Miss Marple desenvolve a sua linha de pensamento, recorrendo a paralelismos entre as situações que ocorrem na sua pequena aldeia.

Esta obra demonstra na perfeição o engenho da autora que à medida que desenvolve o enredo nos fornece pistas capazes de incriminar quase todas as personagens. O assassino acaba por ser revelado de forma surpreendente e tendo em contas todas as pistas anteriores que subitamente encaixam como um puzzle.

Em geral gostei do livro, apesar de se tornar um bocado confuso devido à grande quantidade de personagens, o final acaba por compensar. É, sem dúvida, excelente para passar umas horas agradáveis. Fica a curiosidade em conhecer mais obras protagonizadas por Miss Marple.

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Data de leitura: janeiro 2019

Nome: Maria Oceana Carmona Fernandes,10ºA 

 

publicado por buelivros às 22:39

 

Título: O Homem de Giz

Autor(a): C. J. Tudor

Editora: Editorial Planeta

Ano de Edição: 2018

Nº de páginas: 320

Género: Thriller, suspense

SinopseO Homem de Giz é um thriller cuja história decorre em dois períodos de tempo: em 1986, quando o protagonista é ainda criança, e em 2016, trinta anos depois. Conhecemos a história de Eddie, Gav, Nicky, Hop e Michey que se passa em Anderbury, uma pequena e sossegada cidade. Este grupo de amigos inseparáveis vive uma vida normal, passando a maior parte dos dias a andar de bicicleta pela pacata vizinhança em busca de aventuras. Chegam até a criar um modo secreto de comunicarem: desenhando homens de giz no chão, assim todos saberiam onde se encontrar e de quem era a mensagem.

Um dia, um desenho misterioso leva o grupo de crianças ao encontro de um corpo mutilado e espalhado pela floresta da cidade, assolando principalmente o jovem Eddie, protagonista da história e cuja vida nunca mais será a mesma.

Em 2016, passados trinta anos, Eddie esforça-se para superar o passado, até que um dia, ele e os amigos de infância recebem uma carta que continha apenas duas coisas: um pedaço de giz e um desenho de um homem enforcado.

Apreciação crítica: Um dos primeiros aspetos que me chamou à atenção ao ler a obra foi a qualidade do narrador, uma personagem muito bem desenvolvida, principalmente a nível psicológico com facetas mais obscuras, tornando-se, assim, mais real aos olhos do leitor.

Eddie, o narrador provoca diferentes sensações. Por um lado sente-se empatia pela inocente criança e pelo homem solitário em que se tornou, mas por outro lado fica-se com a sensação de que esconde algo. Tudo nos leva a duvidar das suas palavras, conferindo suspense à história.

Também as restantes personagens que vão aparecendo ao longo da narrativa estão bem construídas, com os seus próprios segredos que vão sendo revelados pouco a pouco, o que aumenta a tensão e a curiosidade do leitor ao longo da narrativa.

Além do mais, sentimos uma forte ligação com as figuras da história, uma vez que as conhecemos de momentos distintos. Afinal a trama ocorre em 1986 e 2016. Assim, em trinta anos, as personagens evoluem, tornam-se adultas, mas a essência de cada uma permanece inalterada.

O facto de a obra intercalar momentos do passado e do presente em curtos capítulos torna a leitura ainda mais intrigante e compulsiva.

Apesar de o suspense ser o tema predominante, outros elementos como a amizade, a religião e a justiça que fazem com que toda a história seja bastante atual e realista.

Não é fácil adivinhar quem foi o culpado, nem os seus motivos, mas tudo faz sentido quando nos é apresentado.

O final é surpreendente e, sem dúvida a melhor parte do livro, uma vez que não só se revela o assassino, que não podia ser mais improvável, mas também todos os segredos que acompanhavam este mistério.

Um excelente thriller, perfeito para quem quer começar a ler este género de livros.

Citação preferida: “A verdade tem o hábito de simplesmente ser a verdade. A única escolha que temos é a de acreditar ou não nela”.

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Data de leitura: janeiro 2019

Nome: Maria Oceana Carmona Fernandes,10ºA 

 

publicado por buelivros às 17:36

02
Mai 19

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Título: A joia das sete estrelas

Autor: Bram Stoker

Editora: Estampa

Ano de Edição: 2013

Nº de páginas: 267

Sinopse: 

Este livro, publicado originalmente em 1903, na sequência do célebre Drácula, conta-nos a história de Malcom Ross, um advogado londrino que, do dia para a noite, se vê envolvido num dos casos mais misteriosos da sua vida. Mrs. Trelawny, com quem travara conhecimento poucos dias antes e por quem se tinha apaixonado, envia-lhe um pedido de ajuda urgente e solicita-lhe que se dirija a casa dela e do seu pai. Quando lá chega, depara-se com uma cena inesperada: o senhor Trelawny tinha sido vítima de um enigmático ataque e encontrava-se numa espécie de sono hipnótico, com o pulso, onde guardava a pulseira que continha a chave do seu cofre, ferido por grandes arranhões. Com o passar do tempo, percebe-se que o que sucedera ao colecionador de relíquias egípcias (Mr. Trelawny) se relaciona com o objeto dos seus estudos mais profundos: a rainha egípcia Tera, o seu rubi de sete estrelas e o seu desejo de ressurreição. É seguindo as instruções da rainha que Malcom e os restantes se encaminham para a Grande Experiência que poderá mudar drasticamente a visão da ciência e da humanidade.

Apreciação crítica:

Fui positivamente surpreendida por este livro, uma vez que tinha ficado desiludida com o Drácula e este se revelou diferente e melhor. Com a ação a iniciar-se logo nas primeiras páginas, o enigma envolve o leitor, que fica empenhado em desvendar o significado das pequenas pistas que vão sendo lançadas (sendo que muitas delas não são explicadas no final). Bram Stoker revela um profundo conhecimento em relação à cultura egípcia e entramos na mentalidade de outros tempos, de outra cultura. Embora durante toda a obra tenha suspeitado da culpa ou cumplicidade de Margaret em relação ao caso, acaba por se revelar uma espécie de meio de transmissão do “corpo astral” da rainha Tera para a atualidade. Com uma ação fluentemente desenrolada e um discurso menos monótono do que Drácula, este livro lê-se facilmente, embora continue a haver partes, como as longas reflexões do narrador ou de Mr. Trelawny, que podem ser passadas à frente. A descrição é abundante, especialmente quando se trata dos objetos egípcios, e a escrita em primeira pessoa deixa transparecer os sentimentos do autor, particularmente em relação ao seu amor por Margaret. Por fim, embora não tivesse um fim ideal em mente, , o final deixou-me um pouco desiludida, pois acabei por não perceber o porquê de muitos acontecimentos e foi tão inesperado como incompreensível ter sucedido o que sucedeu, o que é agravado pelo facto de o narrador ter saído são e salvo da situação.

Assim, considero que é um livro interessante, apelativo (inclusive pela capa que apresenta), que surpreende pelo seu aspeto enigmático e cativante, mas que desilude pelo seu desfecho inusitado e pouco esclarecedor.

Data de leitura: março 2019

Nome: Helena Rodrigues, 10ºB

 

publicado por buelivros às 20:58

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Título: A Amiga Genial

Autora: Elena Ferrante

Editora: Relógio d’água

Ano de Edição: 2014

Nº de páginas: 264

 

Sinopse

A Amiga Genial é o primeiro de uma série de 4 livros que contam a história de duas amigas de Nápoles nascidas no pós-Guerra, Elena e Lila, desde a infância até à velhice. A Amiga Genial, o primeiro volume, cobre os acontecimentos desde a infância à adolescência narrados na primeira pessoa por Elena, uma rapariga inteligente, sossegada e estudiosa, o completo oposto da amiga que, por sua vez, se revela corajosa, rebelde, determinada mas igualmente inteligente. Apesar das diferentes personalidades, Elena e Lila acabam por se tornar melhores amigas, amizade esta que perdurará ao longo dos anos, ainda que ambas tenham seguido diferentes percursos, uma vez que, ao contrário de Lila, Elena continua os estudos, enquanto a amiga tem de lutar por si e pela sua família no bairro onde vive.

Apreciação crítica:

Esta foi, sem dúvida, uma leitura fantástica que me surpreendeu bastante pela positiva. Na verdade, depois de ler a contracapa fiquei logo com a ideia de que o livro não se tratava de um simples romance cliché, mas sim de uma complexa história de amizade. Uma amizade entre duas mulheres (tema pouco explorado, dado que se considerava pouco lucrativo) que crescem e aprendem ao longo da obra e a par de quem lê, numa narrativa cada vez mais envolvente e fascinante.

Gostei bastante da forma como a autora intercala momentos de afeto com momentos de competição, ciúmes e inveja entre as duas raparigas, conferindo um caráter mais real à amizade entre duas personagens complexas em fase de crescimento e constante aprendizagem.

Um outro aspeto positivo são claramente as personagens, muito bem desenvolvidas, com as quais acho impossível não nos identificarmos, pelo menos uma vez, sobretudo se formos raparigas, apesar da história se desenrolar há mais de 50 anos. Reconhecemos na nossa própria história pessoal momentos de pura felicidade e inocência da infância, e ainda momentos da adolescência em que se deu demasiada importância àquilo que não tinha. O nosso próprio crescimento e desenvolvimento são, também, aspetos em que pensamos ao longo da narrativa.

O contexto social do bairro suburbano, onde o egoísmo, o medo e a violência eram factores constantes, tornam esta história ainda mais realista, ajudando a caracterizar a realidade do Pós-guerra em que Elena e Lila viviam. Torna-se bastante clara a forma como o ambiente molda as pessoas e gostei imenso da forma como as personagens lidam com isso, divididas entre tentar diminuir o ódio presente no seu dia-a-dia e ascender, fugindo ao ambiente de pobreza a que estão sujeitas.

Todos estes aspetos aliados a uma escrita fluída e vocabulário simples ajudam o leitor a sentir-se uma parte da história, crescendo e aprendendo a par das personagens.

No final da obra torna-se impossível não pensar nos caminhos que ambas as raparigas seguirão. Mal posso esperar para ler os restantes volumes!

Citação preferida:

“A vida era assim e ponto final, crescíamos com a obrigação de torná-la difícil aos outros antes que os outros a tornassem difícil para nós.”

Data de leitura: março 2019

Nome: Maria Oceana Carmona Fernandes,10ºA

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publicado por buelivros às 19:32

05
Abr 19

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Título: O Príncipe Nabo

Autor: Ilse Losa

Editora: Edições Afrontamento

Ano de edição: 2013 (3ªedição)

Nº de páginas: 62

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Sinopse:  Era uma vez, no Castelo da Abundância, a princesa Beatriz que ra muito vaidosa e dizia que todos os príncipes tinham defeitos. Ela já tinha desprezado trinta príncipes e tinham anulado o jantar de noivado cinco vezes. Era o Marechal da corte que arranjava os príncipes para a princesa Beatriz, mas ela não gostava de nenhum, ou porque eram demasiado altos, baixos ou demasiado magros ou gordos... Um dia, o Marechal da corte traz-lhe três príncipes: o Ali-Gato, o Partuk e o Austero. O rei, farto da situação, disse ao Marechal que se a sua filha não se resolvesse, a iria castigar... O que irá acontecer??

Apreciação crítica:
Gostei muito deste livro, porque é interessante e nos ensina a não ser tão vaidosos!
    
Letícia Gomes, 5ºB
Data de leitura: 14 a 25 de março 2019
publicado por buelivros às 14:20

 

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Título: Algo Maravilhoso

Autor: Judith McNaught

Editora: ASA

Ano de edição: 2015

Nº de páginas: 494

Sinopse:  O livro baseia-se no romance entre Alexandra Lawrence e Jordan Townsende, duque de Hawthorne. Apesar do estatuto social de Alexandra lhe proporcionar uma vida de privilégios, o seu aspeto fisico e os seus modos arrapazados fazem com que esta seja diferente de todas as outras mulheres da alta sociedade, o que derrete por completo o coração do mulherengo e arrogante Jordan. Porém, devido aos inimigos que Jordan colecionara desde a morte de seu pai, a vida do casal estava muito longe de ser um simples conto de fadas...

Apreciaçao crítica:
Judith McNaught é uma das minhas escritoras preferidas. Um dos motivos para adorar as suas obras é a sua capacidade de transportar o leitor para outra dimensão.
Este livro, tal como muitos dos que já tive o prazer de ler, cativou-me desde o início ao fim.
Cheio de altos e baixos, perigos e mudanças de personalidade, o casal protagonista é uma lição de vida para muitos casais da atualidade, provando que o casamento não é apenas um papel assinado...
    
Erica Pires, 12ºA
Data de leitura: 18 Março 2019
publicado por buelivros às 13:54

23
Mar 19

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Título: Os Maias, adaptado para os mais novos por José Luís Peixoto

Autor: José Luís Peixoto

Editora: Quasi

Ano da 1ª edição: 2008

Nº de páginas: 18

Foi há muito tempo, foi no tempo em que as casas tinham nomes... A casa que os Maias vieram habitar era conhecida pela Casa do Ramalhete...

Opinião: O livro é interessante e aconselho a sua leitura.  Há umas partes que são tristes e outras felizes. Eu aprendi que não devemos ser mimados.

Letícia Gomes, 5ºB

Data de leitura: março 2019

publicado por buelivros às 18:37

09
Fev 19

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Título: A seleção

Autor: Kera Cass

Editora: Marcador

Ano da 1ª edição: 2014

Sinopse: "A seleção" é uma saga de seis livros (A seleção, A elite, A escolha, Felizes para sempre, A herdeira, A coroa) escrita por Kiera Cass. 

A história acontece a seguir a uma 4ªguerra mundial em que os Estados Unidos deixaram de existir  e são substituídos por um país chamado Illéa. Illéa é governado através de uma monarquia, e nele a sociedade é dividida por castas, de 1 a 8, sendo a casta 8 a mais pobre e a casta 1 a da família real. A personagem principal, America Singer, é uma rapariga de 17 anos que pertence à casta 5. Trabalha como cantora e pianista, para ajudar a família que lida com prblemas, como a falta de comida e mantimentos. Ela está apaixonda por um rapaz da casta 6, o que é um problema, por ser de uma casta inferior. Se eles casassem, a sua qualidade de vida iria piorar, algo que a sua família não deixaria acontecer, por isso, America e Aspen mantêm a sua relação em segredo há mais de dois anos. Certo dia, America recebe uma carta que convida todas as mulherers solteiras, entre os 16 e 20 anos de idade, a preencherem um formulário para tentarem ser umas das 35 candidatas a noiva do príncipe herdeiro, Maxon Shreve. America, no início, não queria inscrever-se, mas devido ao facto de durante a seleção as famílias serem gemerosamente recompensadas pelos serviços das filhas, ela reconsidera. Ela não teria nada a perder em prencher o tal formulário. Assim sendo, ela arrisca e preenche a sua candidatura. Passado algum tempo, Amerida descobre que faz parte das 35 candidatas destinadas a lutar, ferozmente, pelo coração do príncipe. Tem de ir viver para o palácio onde, através de um encontro atribulado, começa pouco  a pouco a questionar todos os planos que definiu para si mesma. Percebe então que a vida com que sempre sonhou pode não ter comparação alguma com o futuro que nunca imaginou possível...

Filipa Cangueiro, 9ºA-S

Data de leitura: dezembro 2018

publicado por buelivros às 16:59

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Título: Rainha Vermelha

Autor: Victoria Aveyard

Editora: Saída de emergência

Ano da 1ª edição: 2015

Género: Ficção jivenil , literatura fantástica      

Sinopse: A "Rainha Vermelha" é o primeiro de uma coleção de quatro livros (Rainha Vermelha, Espada de Vidro, A jaula do rei, Tempestade de Guerra) escrita por Victoria Aveyard.

A "Rainha Vermelha" passa-se numa nova era onde a sociedade está dividida pelo sangue: os de sangue vermelho e os de sangue prateado. 

Os de sangue vermelho são pessoas que nascem destinadas a pertencer à plebe, e que trabalham como ajudantes, criados, soldados, e que podem ser mortos sem qualquer prejuízo. Os de sangue prateado, a elite da sociedade, são os ricos, os que mandam, os que detêm poderes mágicos, são os deuses que controlam a nova era. Mas os deuses deixaram de ser amáveis e passaram a ser mortíferos.

Aos dezoito anos, todos os "vermelhos" que não têm ocupação são levados para a guerra, uma guerra que dura há mais de cem anos, entre os lakelanders, habitantes do reino de Lakeland, e os habitantes do reino de Norta, por causa da disputa da terra fértil e dos rios situados na fronteira entre os dois reinos.

No livro, Mare Barrow, uma "vermelha" de 17 anos, sem emprego, está mentalizada que irá para a guerra, e descobre que o seu melhor amigo, Kilorn, está a uma semana de ser recrutado. Contudo, ela tenta fazer tudo para que isso não aconteça. Para isso, vai falar com o seu amigo Will que a põe em contacto com Farley, a capitã da Guarda Escarlate, um grupo rebelde que luta pela igualdade entre "vermelhos" e "prateados". Farley aceita ajudá-la mas pede-lhe em troca uma quantia exorbitante. Mas Mare não desiste e decide ir com a sua irmã Gisa a um mercado de "prateados" onde tenta roubar o que pode. Numa taberna, onde tenta roubar o maior número de bêbedos, conhece Cal que a impede de continuar a roubar e a obriga a voltar à aldeia. Durante o caminho, Mare fala-lhe dos seus problemas. 

No dia  seguinte, Mare á convocada para trabalhar no palácio real onde está a decorrer a "Prova da Rainha". Nesta prova, as "prateadas" das grandes famílias mostram as suas habilidades e os seus poderes: a mais poderosa casará com o príncipe herdeiro, Tiberias Calore VII.

Durante a última apresentação, um imprevisto faz com que Mare descubra, perante o rei, os príncipes e os nobres, que tem um poder somente acessível aos "prateados". O rei não fica indiferente à miúda relâmpago de uniforme vermelho e decide escondê-la, para a apresentar depois como uma "prateada" há muito tempo perdida que desposará um dos seus dois filhos.

Mare descobre assim um novo mundo, que até então parecia perfeito, mas que poderá ser mortal para ela e para os seus.

Escolherá ela o poder, o amor, ambos?...

Booktrailler:

 

 

 

 

 

 

 

 

Filipa Cangueiro, 9ºA-S

Data de leitura: dezembro 2018

publicado por buelivros às 15:50

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TítuloO Teorema de Katherine 

Autor: John Green

Editora: ASA

Ano da 1ª edição: 2006       

Sinopse: Colin Singleton é um jovem prodígio com uma vida amorosa repetitiva e desastrosa. Durante a sua vida, namorou e foi deixado por 19 raparigas de nome Katherine. Destroçado pelo seu último fim de namoro, Colin decide partir com Hassan numa viagem de carro sem destino definido. Acabam, deste modo, por encontrar Gutshot, no Tennessee, e conhecer Lindsey e a sua mãe, Hollis. Esta última propõe-lhes um trabalho - entrevistar as pessoas da terra - que eles aceitam, pelo que Gutshot se torna o destino a que levou a inicial viagem de fim indefinido. Acabam por conhecer mais algumas pessoas da zona, e Colin debate-se com o pedaço que falta no seu interior, fruto da sua última separação. É neste cenário que o jovem prodígio tem o seu “momento eureka”, percebendo que seria possível existir um teorema que conseguisse representar o sucesso das relações amorosas consoante as características de cada um dos membros do casal, o que evitaria que ele ficasse de novo deprimido pelo final de outro namoro. Assistimos a uma mudança na maneira como Colin considera os seus princípios e percebemos que, afinal, ser importante a nível mundial não é uma condição essencial para a nossa felicidade.

Apreciação Crítica: Este livro não me impressionou muito. O enredo era previsível e a linguagem muito acessível (se é que é possível que exista linguagem demasiado acessível). Apesar de ser divertido, agradável pela sua simplicidade e com um final razoavelmente bom, a história não tem muito conteúdo nem é densa, apenas conta uma história linear e sem muitas reviravoltas. Apresenta uma lição de moral no fim: recorda-nos que não temos de ser populares para ser felizes, que cada um de nós é único à sua maneira e que faz parte de uma globalidade da qual não se sobressai sempre. Além disso, confesso, fiquei com uma particular curiosidade em relação a anagramas e à “matematização” de fenómenos do nosso dia a dia. Penso que é um livro extremamente acessível que não chega aos calcanhares de A culpa é das estrelas, pelo que não considero que seja uma leitura prioritária e essencial tendo em conta a existência de obras melhores.

Citações: “Aquilo de que nos lembramos transforma-se no que aconteceu.”; “a nossa importância é definida pelas coisas que são importantes para nós.”

Helena Rodrigues, 10ºB

Data de leitura: setembro 2018

publicado por buelivros às 15:31

02
Jan 19

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Título: As poções secretas da professora Parassalsa

Autor: Robin Tzannes

Ilustrador: Korky Paul

Editora: Gradiva Junior

Ano de Edição: 2008        

Nº de páginas: 36

Sinopse:

A história passa-se num laboratório. As personagens são: a professora Parassalsa, "a maior cientista do mundo", o Celso, ajudante da professora, e o Barnabé, a cobaia do laboratório.

O Celso, "preguiçoso e resmungão", quer ser rico e famoso para não ter de trabalhar, então, um dia, quando a professora sai, resolve procurar uma fórmula mágica. Encontra um cofre que tinha escrito "ULTRASECRETO", cheio de poções. Resolve experimentá-las no Barnabé, e tudo corre bem até ao momento em que o Barnabé pede um desejo e se transforma em Celso! No final, a professora Parassalsa descobre tudo, mas antes de tirar o Celso de apuros, resolve ir comer uma "Torrada inqueimável" com o Barnabé!

Apreciação Crítica:

Achei este livro muito curioso, por se passar num laboratório de experiências. Para além disso, com esta história aprendi que não podemos ter tudo aquilo que queremos. Aconselho a sua leitura, porque aprendemos novas palavras. Destaco a personagem do Celso que, nesta história, é a personagem principal.

Dinis Maria Fernandes, 5ºA

Data de leitura: dezembro 2018

publicado por buelivros às 11:59

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Título: A sombra do Vento

Autor(a): Carlos Ruiz Zafón

Editora: BYS

Ano de Edição: 2011        

Nº de páginas: 526

Sinopse:

A Sombra do Vento, de Carlos Ruiz Zafón, leva-nos a Barcelona do pós-2ª Guerra Mundial para nos contar a história de Daniel Sempere, um rapaz que é levado pelo pai ao Cemitério dos Livros Esquecidos, onde encontra um livro que mudará a sua vida. Este guia-o para um labirinto de mistérios, intrigas e histórias de amor que o leva a desvendar os segredos de Barcelona. Num enredo com algumas reviravoltas e suspense até ao fim, A Sombra do Vento é reconhecida como a obra mais memorável de Zafón, que nos faz pensar no valor do amor, amizade e família e na importância que os livros têm na nossa vida.

Apreciação Crítica:

Gostei deste livro, embora tivesse expetativas mais altas em relação a ele. Como tinha lido Marina anteriormente, esperava mais suspense e uma ação que não demorasse tanto a começar. Ainda assim, depois de a narrativa se adensar (após uma boa data de páginas) a história torna-se interessante e intrigante, e questionamo-nos sobre quem estará de facto a dizer a verdade e qual será a história por trás do misterioso nome de Carax. O desenlace final com o encaixe dos relatos que nos vão revelando o mistério está muito bem construído, assim como a intrigante (e sinistra) "aura" de Carax e da mansão dos Aldaya. Uma narrativa inteligente e maravilhosamente escrita, que conjuga um relato enigmático com histórias de amor, com descobertas inesperadas até ao fim.

Citação escolhida: "Sempre pensei que seríamoas inseparáveis, mas a vida deve saber quaquer coisa que nós não sabemos."

Helena Rodrigues, 10ºB

Data de leitura: dezembro 2018

publicado por buelivros às 11:46

22
Nov 18

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Título: Para sempre - A vida muda num segundo

Autor(a): Judith McNaught

Editora: ASA

Ano de Edição: 2014           

Nº de páginas: 344

Sinopse:

"Para sempre" conta-nos a história de Victoria Seaton que, após a morte dos seus pais, descobre que não é quem julga ser. Victoria, "duquesa de Claremont", abandona Nova York e o seu amado e embarca para Inglaterra, mas a sua avó não a aceita e envia-a para Walkfield, a cargo de Charles Fielding, seu tio, e Jason, seu primo afastado. Animado com a ideia de unir finalmente os Claremont aos Fielding, Charles anuncia o noivado de Victoria e Jason. E assim se inicia a história de um amor louco e difícil de acontecer.

Apreciação Crítica:

Já li este livro várias vezes e fico triste todas as vezes que o termino de ler. É um livro que tem a capacidade de transportar quem o lê para um mundo imaginário, caracterizando ao pormenor as relações da alta sociedade. Aconselho a sua leitura a quem procura um bom livro para ler a quelquer hora do dia. Destaco uma das personagens da história -  Jason -, cujo caráter mais evolui ao longo do livro, sendo a sua maior influência a sua futura mulher, Victoria Seaton.

 

Erica Pires, 12ºB

Data de leitura: 29 outubro 2018

 

 

publicado por buelivros às 23:01

15
Out 18

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Título: No meu peito não cabem pássaros

Autor(a): Nuno Camarneiro

Editora: D. Quixote

Ano de Edição: 2011               

Nº de páginas: 190

Sinopse:

Este livro narra a história de três autores distintos, cujas vidas não se confundem, mas que têm em comum o sentimento de inconformidade com o mundo que os rodeia e ainda mais consigo mesmo: Karl Kafka, um imigrante inadaptado na enorme e impessoal cidade de Nova Iorque, na qual vive de forma solitária e conflituosa; Jorge Borges, apresentado ainda como uma criança desajustada em Buenos Aires e posteriormente como um adulto dececionado que não consegue encontrar no mundo onde vive lugar para a sua imaginação e para as histórias que lhe povoam a mente; e, por fim, Fernando Pessoa, uma criança doente na casa da tia em Lisboa e um adulto solitário e inconformado com a vida ainda que nela encontre a sua vocação de poeta. Três homens, três vidas e três percursos que nunca se cruzam nem se misturam.

Apreciação Crítica:

A contracapa do livro informa-nos das três personagens que protagonizam a história, que são nada mais nada menos que três mentes brilhantes distintas que marcaram a literatura internacional: Karl Kafka, Jorge Borges e Fernando Pessoa. Apesar das diferenças geográficas e de idade, as personagens têm em comum a passagem de dois cometas pela terra, no ano de 1910, facto que suscita um enorme pânico a nível mundial e faz com que muitas pessoas se suicidem com medo de um provável fim do mundo: “Em todo o mundo, pessoas enlouqueceram, suicidaram-se, crucificaram-se, ou simplesmente aguardaram caladas e vencidas aquilo que acreditaram ser o fim do mundo”. Assim são as primeiras páginas do livro, com versículos de diversos jornais que relatam essa mesma notícia.

As três narrativas que se seguem intercalam-se em pequenos capítulos nos quais vamos acompanhando vários momentos da vida das personagens, o seu crescimento e amadurecimento enquanto pessoas e escritores. Sem nunca contrariar as biografais oficiais, Nuno Camarneiro teve como objetivo relatar os dias dos protagonistas e recriar outros com base naquilo que é conhecido sobre as suas vidas.

O principal destaque do livro é, sem dúvida, a linguagem poética usada pelo autor, bem assente no título da obra. A escrita, para além de extremamente bela e acessível, completa-se com um vocabulário variado, o que torna este livro uma obra para se ler sem pressa de chegar ao fim.

Apesar de ter gostado bastante da ideia original do autor e do seu emprego das palavras, a narrativa em si deixa muito a desejar, principalmente pelo facto de quase não existirem menções à passagem dos cometas e das suas consequências, que ficaram tão vincadas nas primeiras páginas, o que pensei ser o tema principal do livro.

Um pequeno romance extremamente bem escrito, ainda que com necessidade de um pouco de intriga, para ler calmamente e sobretudo para refletir.

Citação preferida:

“Um retrato traz-nos um pedaço de mundo visto pelos olhos da realidade. É assim que eu sou, assim me vêem. Que máquina mostrará um dia o outro lado da gente? Quem há-de retratar os bastidores desarrumados das nossas poses serenas?” (pág. 113).

Data de leitura: outubro 2018

Oceana Fernandes, 10ºA

publicado por buelivros às 00:30

26
Jun 18

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Autor: Dulce Maria Cardoso

Título: O retorno

Editora: Tinta da China

1ª edição: 2012

Nº de páginas: 267

 

 

 

 

 

Assunto/Sinopse

O Retorno é um livro escrito por Dulce Maria Cardoso que retrata o regresso dos colonos portugueses de África, na perspetiva de um rapaz de 15 anos, Rui, que é obrigado a lidar com uma situação adversa naquela fase da vida em que o mundo é uma folha branca para escrever a história da nossa individualidade. Após o dia 25 de abril de 1974, as colónias começam a lutar pela sua independência, pelo que os negros perseguem os brancos, que são mortos ou obrigados a deixar o país. A família de Rui é das últimas a deixar Angola, e, pouco antes de deixar o país, militares negros surgem em frente da sua casa perguntando pelo “carniceiro do Grafanil”. Acabam por levar o seu pai, e ele, a mãe e a irmã têm de apanhar o avião para a “metrópole”, pois é uma oportunidade única. Assim, Rui assume o papel de homem de família, sentindo-se responsável pela mãe, que tem uma depressão, e a irmã, que apesar de ser mais velha fica mais abalada com a mudança do que ele. Assistimos à sua adaptação a uma nova realidade, que passa pela criação de novas amizades, mudança de hábitos, contacto com um clima diferente e um crescimento físico e mental face à nova situação em que se encontra.

Apreciação crítica/Impressões de leitura

Gostei muito deste livro. Permitiu-me conhecer melhor um período da História que eu associava apenas ao regresso dos portugueses das colónias, sem fazer ideia do clima de tensão que estes encontravam ao chegar à “metrópole”. O Retorno apresenta-nos o que foi vivido pelos retornados que saíram de uma situação de medo e perseguição para entrarem numa sociedade onde são discriminados e repudiados. O relato feito na primeira pessoa por um rapaz adolescente é muito expressivo, simples e claro, transmitindo-nos o seu medo, raiva ou euforia sem rodeios nem embelezamentos textuais. Entramos no mundo dos retornados do pós 25 de abril e somos agarrados pela história de Rui, do qual nos tornamos facilmente amigos. Uma leitura divertida, revoltante e emocionante que recomendo a todos.

 

Citação preferida:

“O sol pode cegar-te mas não te importes, se lhe voltas as costas a tua sombra esconde o que procuras” – p.164

 

Sobre a autora:  https://www.youtube.com/watch?v=9xrPvA2wFFc

 

Helena Rodrigues, 9ºB

Data de leitura: junho 2018

publicado por buelivros às 15:46

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Jun 18

 

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Autor: Patrick Süskind

Título: O perfume

Editora: Presença

1ª edição: 1985

Ano de edição: 2015

Nº de páginas: 271

 

Assunto/Sinopse

Jean-Baptiste Grenouille, o protagonista do livro é abandonado pela mãe à nascença junto a restos de tripas de peixe num mercado parisiense, sendo posteriormente rejeitado por várias amas e instituições religiosas por causar uma sensação de desconforto que as pessoas não conseguiam explicar. Foi ainda rejeitado pela própria natureza que lhe negou o direito de exalar qualquer odor característico dos seres humanos. Deste modo, Grenouille, apesar de ter crescido num ambiente de repúdio e rejeição, acaba por descobrir ser dotado de uma enorme sensibilidade olfativa que lhe permite detetar qualquer odor e a sua composição a quilómetros de distância, conseguindo ainda combiná-los entre si e guardá-los na sua cabeça. Desprovido de cheiro, Grenouille parte, assim em busca da essência perfeita, do perfume que lhe falta para seduzir e dominar qualquer pessoa. Nesta busca compulsiva começa por aprender e aprimorar as técnicas necessárias ao fabrico de perfumes, terminando por realizar uma série crimes e homicídios, com vista a atingir os seus objetivos.

Apreciação crítica/Impressões de leitura

Esta é sem dúvida uma história misteriosa e muito perturbadora, fruto de uma ideia genial e única por parte do autor, que na minha opinião ou se ama ou se odeia. Eu, particularmente, adorei o livro por vários aspetos. Em primeiro lugar, achei a história bastante intrigante, em grande parte devido à personagem principal, Grenouille. Uma personagem complexa capaz de comover e despertar pena, devido ao seu passado e à forma como foi negligenciado e rejeitado na infância, mas também ódio, repulsa e desconfiança por todas as suas ações monstruosas que não nos permitem realmente enfatizar com esta curiosa personagem. Grenouille, comparado várias vezes com um animal, é um psicopata desprovido de sentimentos tornando-se cada vez mais fascinante à medida que se aproxima de atingir o seu objetivo - produzir o perfume que faria com que todos o amassem.

Outro aspeto de que gostei e que me cativou imenso foi a narrativa de Patrick Süskind, muito detalhada e rica em descrições olfativas e visuais, que não só nos permitem entrar na mente de um verdadeiro psicopata, como também vivenciar os diferentes momentos do livro e sentir os aromas descritos. Além disso, os momentos finais são simplesmente geniais. Nunca ao longo da leitura me ocorreu aquele final, mas agora, depois de o ler, penso que não poderia ser outro e que se enquadra na perfeição. A história fascinante e o vocabulário simples tornam a leitura fluida e envolvente.

Este é um livro fantástico, com uma história única capaz de despertar emoções contraditórias, uma vez a sua história nos cativa e nos repugna ao mesmo tempo e com certeza Grenouille não vai ser fácil de esquecer. Aconselho vivamente a sua leitura.

Citação preferida:

 “ Até então acreditara que era do mundo de um modo geral que ele precisava de escapar. Não era, porém, do mundo, mas das pessoas. Parecia-lhe que num mundo vazio de gente até dava para viver. “

Oceana Fernandes, 10ºA

Data de leitura: novembro 2018

Assunto/Sinopse

Jean-Baptiste Grenouille, órfão de pai e mãe, nasceu no meio dos odores nauseabundos do mercado de rua de Paris, rodeado de cabeças e tripas de peixe debaixo da banca onde a mãe trabalhava. Criado pela ama Madame Gaillard, Grenouille cresce desprovido de emoção e vai desvendando a sua capacidade extraordinária: um olfato muitíssimo apurado que lhe permite captar os cheiros de tudo o que o rodeia, incluindo o daquilo que as pessoas normais não cheiram (o vidro, o ar, o álcool…). Vagueando por Paris, aperfeiçoa o seu dote, sendo, até, capaz de guardar os cheiros na sua mente como se fossem livros numa biblioteca. Depois de trabalhar numa fábrica de curtumes, Grenouille consegue estabelecer-se numa perfumaria de Paris como aprendiz do mestre Baldini. Aí aprende as mais usadas técnicas de fabrico de perfumes, e contribui para a recuperação da reputação de Baldini. Não tardará a ambicionar produzir perfumes que sintetizem tudo aquilo que apenas o seu apurado nariz consegue cheirar. Contudo, as técnicas de Baldini não são suficientemente precisas para absorver tais odores. Por isso, dirige-se a Grasse, a cidade dos perfumes, com o objetivo de alcançar o seu sonho: criar um reino de odores que o torne poderoso em relação aos humanos inferiores que não conseguem alcançar a sua sensibilidade odorífera. É em Grasse que a história se adensa, com uma súbita vaga de assassinatos em circunstâncias invulgares… 

Apreciação crítica/Impressões de leitura

Gostei imenso deste livro. O vocabulário é simples e as descrições permitem ao leitor perceber os cheiros que Grenouille apreende. A história não é muito complexa, tem um desenrolar fluido e um final surpreendente. Confesso que estive à espera dos assassinatos durante a maior parte do livro, mas os acontecimentos que os precederam não me deixaram desiludida nem diminuíram a minha vontade de continuar a ler. O fim é impressionante e inesperado, e compensa a espera. Depois de se ler este livro, até começamos a tentar cheirar tudo o que nos rodeia para tentar ser como o Grenouille!

Recomendo este livro a qualquer pessoa que goste de ler, pois penso que é uma leitura interessante e importante na construção do nosso mundo literário.

Citação preferida:

“Era a primeira vez que faziam qualquer coisa por amor.”

Helena Rodrigues, 9ºB

Data de leitura: maio 2018

 

publicado por buelivros às 18:28

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Abr 18

Vamos-Comprar-um-Poeta.jpg

 Autor: Afonso Cruz

Título: Vamos comprar um poeta

Editora: Caminho

Data da edição: 2016

Número de páginas: 101

 

Assunto/Sinopse

Esta história é sobre uma sociedade imaginada e ligeiramente distópica onde as pessoas em vez de nomes têm números e tudo é medido quantitivamente com exatidão desde os três gramas de manteiga para barrar o pão até aos mililitros de saliva partilhados nos afetos.

As famílias desta sociedade possuem artistas em vez de animais de estimação, tendo a jovem protagonista da história optado por ter um poeta, visto que este não sai caro e ao contrário dos pintores ou escultores, não suja muito.

No entanto, a presença do poeta no seio desta família vai transformar a vida da protagonista de tal modo que esta nunca mais irá pensar sobre a poesia o que outrora pensou.

Apreciação crítica/Impressões de leitura

Este livro tem como principal objetivo a critica à sociedade materialista em que nos inserimos que dá mais importância às questões económico-financeiras que ao bem-estar da população e à forma como a cultura é vista pela sociedade que a considera inútil e um disparate.

Neste cenário distópico, a arte entretém de forma extremista a população, ou seja, leva-se um poeta para casa como que adotando um animal de estimação.

O livro narra, na sua maioria, a relação entre a protagonista de 12 anos com o seu poeta que muda gradualmente a maneira da jovem pensar, deixando-se afetar pelas metáforas (mentiras como lhe chamam no livro) e pelos adjetivos. “Percebi que estava cada vez mais inutilista e que pensava em coisas só pela sua beleza e não queria saber do seu valor monetário ou instrumental.”, “Estaria doente?”.

O autor tem como objetivo fazer as pessoas refletir acerca da importância da poesia, da criatividade e da cultura nas nossas vidas, complementando a sua crítica no prefácio onde este afirma que as coisas mais importantes não são utilitárias e definitivamente não se podem comprar.

Um pequeno livro, que se lê demasiado rápido, mas com uma enorme importância e  que deverá ser lido e relido.

Citação preferida:

“A cultura não se gasta. Quanto mais se usa, mais se tem.”

Oceana Fernandes, 9ºA-S

Data de leitura: março 2018

publicado por buelivros às 18:11

 

Não matem a cotovia2.gif

Autor: Harper Lee

Título: Não Matem a Cotovia

Editora: Europa-América

Data da edição: 1960

Número de páginas:272

 

Assunto/Sinopse

Durante os anos de 1930, no seio da Grande Depressão americana, Atticus Finch, advogado numa pequena cidade do sul dos Estados Unidos, recebe a dura tarefa de defender um homem negro acusado de estuprar uma jovem branca.

Esta história é narrada através do olhar atento, curioso e inocente de Jean Louise, filha mais nova de Atticus, que descreve não só o racismo como também o preconceito que caracterizam as relações humanas numa pequena e conservadora comunidade.

Apreciação crítica/Impressões de leitura

Adorei todos os aspetos do livro, desde a historia, às personagens, à escrita e mesmo o título, repleto de profundidade e simbolismo que tornaram este clássico da literatura norte-americana um dos melhores livros que alguma vez li.

A história aborda não só o racismo como essencialmente o tema do respeito tanto pelas diferenças que caracterizam as pessoas e as suas opiniões, como também pelos mais velhos e pelo espaço dos outros. Também se relacionam outros problemas como a educação, o estatuto social e o limitado papel da mulher na sociedade da época.

A história é narrada do ponto de vista de Jean Louise (Scout para os amigos e familiares), uma criança de 6 anos cujo crescimento acompanha a narração, o que confere e acrescenta ao livro a inocência e honestidade características de alguém da sua idade. A sua narração também nos leva a questionar o porquê de complicar as coisas mais simples, facilmente compreensíveis por Scout. “Eu penso que só existe um tipo de pessoas. Pessoas.”

Também o facto de ser narrado por uma criança torna o livro mais divertido, apesar do tema abordado ser bastante profundo, existindo um balanço entre os momentos de maior emoção, injúria e indignação com os vários momentos de humor e comicidade existentes ao longo do livro.

Um outro aspeto positivo são, sem dúvida, as personagens, todas muito bem desenvolvidas, retratando os diferentes tipos sociais da época marcada pelo preconceito e crueldade. Acho quase impossível não desenvolver um carinho especial por Scout, uma menina extremamente curiosa, doce e inteligente em relação à sociedade em que se insere.

Também Atticus é uma personagem inesquecível demostrando uma enorme coragem, não ficando calado perante a injustiça e lutando contra tudo e todos na esperança de defender aquilo que sabe ser humanamente correto. Além disso, gostei da afeição que Scout e o irmão têm pelo pai, tentando reter todas as suas lições de vida ainda que não as compreendem ou sequer concordem.

Adorei este livro, sem dúvida intemporal, e aconselho vivamente a sua leitura e principalmente a reflexão sobre a sociedade em que nos inserimos. Será difícil um outro livro superá-lo assim tão breve.

Citação preferida:

“Coragem é quando sabemos que estamos vencidos antes de começar, começarmos, apesar de tudo, e irmos até ao fim, aconteça o que acontecer.”

Oceana Fernandes, 9ºA-S

Data de leitura: fevereiro 2018

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publicado por buelivros às 18:10

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Fev 18

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tulo: Há um pirata na Internet

Autor: Geronimo Stilton

Editora: Presença

Nº de páginas: 117

 

Sinopse: Alguém roubou a identidade de Geronimo Stilton na internet e está a usá-la para arruinar a sua imagem. Além disso, chegam camiões de objetos absurdos, comprados online com o seu cartão de crédito, mas ele não encomendou nada! (texto da cpntracapa).

 

Impressões de leitura: Gostei muito deste livro, porque é um livro sobre um tema atual. Com ele, aprendi e relembrei alguns cuidados a ter quando ando na internet, não só com as "10 regras de Ouro" para navegar na internet, mas também com as desgraças que acontecem ao Stilton. Ele quase fica sem o Diário dos Roedores, a sede do seu jornal, tudo por causa do Nick Ninguém que lhe anda a arruinar a identidade e a gastar todo o dinheiro do seu cartão de crédito. Nesta história, ficamos também a saber mais sobre os perigos dos videojogos! Leiam e aprendam com este livro espetacular!

 

Tiago Falcão, 6B

Data de leitura: 19 de janeiro de 2018

 

 

 

publicado por buelivros às 15:50

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Fev 18

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Autor: Rick Riordan

Título: Percy Jackson e os Ladrões do Olimpo

Editora: Casa das letras

Data da edição (6ª): 2017

Número de páginas: 326

 

Assunto/Sinopse

Percy Jackson é um rapaz problemático de doze anos que é sistematicamente expulso dos colégios que frequenta. Certo dia, descobre que, na verdade, é um semideus, filho de um deus grego e de uma mortal, e por isso não é como os outros rapazes. Os semideuses são constantemente perseguidos por monstros, por isso o único sítio seguro para eles é o Campo dos Mestiços, para onde Percy é levado pelo seu amigo Grover, o sátiro encarregado de o proteger. É no Campo que conhece Annabeth, Luke e Quíron, e começa a aprender a viver como um semideus. Mas depara-se-lhe um problema ainda maior: o raio mestre de Zeus foi roubado e Percy é o principal suspeito. Juntamente com Annabeth e Grover, parte numa aventura para recuperar o raio de Zeus até ao Solestício de Inverno, resolvendo o enigma do Oráculo, pois só assim será possível garantir a paz do Olimpo e da Humanidade.

Apreciação crítica/Impressões de leitura

Gostei muito deste livro. Tem uma linguagem muito simples e uma história cativante, a qual é enriquecida pelas referências à mitologia grega. Há passagens que fazem o leitor rir e outras que o põem nervoso, e a vontade de resolver o enigma motiva a ler mais e mais. O livro tem um final surpreendente e deixa-nos curiosos para conhecer a continuação da saga.

Para saber mais:

http://rickriordan.com/

 

Helena Rodrigues, 9ºB

Data de leitura: janeiro 2018

 

publicado por buelivros às 22:43

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