Este blogue pretende dar a conhecer “leituras” realizadas por alunos do AEMD. Está associado ao projeto "Cartão de Fidelidade" da Biblioteca Escolar que atribui pontos por cada opinião sobre livros lidos.

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Abr 18

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 Autor: Afonso Cruz

Título: Vamos comprar um poeta

Editora: Caminho

Data da edição: 2016

Número de páginas: 101

 

Assunto/Sinopse

Esta história é sobre uma sociedade imaginada e ligeiramente distópica onde as pessoas em vez de nomes têm números e tudo é medido quantitivamente com exatidão desde os três gramas de manteiga para barrar o pão até aos mililitros de saliva partilhados nos afetos.

As famílias desta sociedade possuem artistas em vez de animais de estimação, tendo a jovem protagonista da história optado por ter um poeta, visto que este não sai caro e ao contrário dos pintores ou escultores, não suja muito.

No entanto, a presença do poeta no seio desta família vai transformar a vida da protagonista de tal modo que esta nunca mais irá pensar sobre a poesia o que outrora pensou.

Apreciação crítica/Impressões de leitura

Este livro tem como principal objetivo a critica à sociedade materialista em que nos inserimos que dá mais importância às questões económico-financeiras que ao bem-estar da população e à forma como a cultura é vista pela sociedade que a considera inútil e um disparate.

Neste cenário distópico, a arte entretém de forma extremista a população, ou seja, leva-se um poeta para casa como que adotando um animal de estimação.

O livro narra, na sua maioria, a relação entre a protagonista de 12 anos com o seu poeta que muda gradualmente a maneira da jovem pensar, deixando-se afetar pelas metáforas (mentiras como lhe chamam no livro) e pelos adjetivos. “Percebi que estava cada vez mais inutilista e que pensava em coisas só pela sua beleza e não queria saber do seu valor monetário ou instrumental.”, “Estaria doente?”.

O autor tem como objetivo fazer as pessoas refletir acerca da importância da poesia, da criatividade e da cultura nas nossas vidas, complementando a sua crítica no prefácio onde este afirma que as coisas mais importantes não são utilitárias e definitivamente não se podem comprar.

Um pequeno livro, que se lê demasiado rápido, mas com uma enorme importância e  que deverá ser lido e relido.

Citação preferida:

“A cultura não se gasta. Quanto mais se usa, mais se tem.”

Oceana Fernandes, 9ºA-S

Data de leitura: março 2018

publicado por buelivros às 18:11

 

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Autor: Harper Lee

Título: Não Matem a Cotovia

Editora: Europa-América

Data da edição: 1960

Número de páginas:272

 

Assunto/Sinopse

Durante os anos de 1930, no seio da Grande Depressão americana, Atticus Finch, advogado numa pequena cidade do sul dos Estados Unidos, recebe a dura tarefa de defender um homem negro acusado de estuprar uma jovem branca.

Esta história é narrada através do olhar atento, curioso e inocente de Jean Louise, filha mais nova de Atticus, que descreve não só o racismo como também o preconceito que caracterizam as relações humanas numa pequena e conservadora comunidade.

Apreciação crítica/Impressões de leitura

Adorei todos os aspetos do livro, desde a historia, às personagens, à escrita e mesmo o título, repleto de profundidade e simbolismo que tornaram este clássico da literatura norte-americana um dos melhores livros que alguma vez li.

A história aborda não só o racismo como essencialmente o tema do respeito tanto pelas diferenças que caracterizam as pessoas e as suas opiniões, como também pelos mais velhos e pelo espaço dos outros. Também se relacionam outros problemas como a educação, o estatuto social e o limitado papel da mulher na sociedade da época.

A história é narrada do ponto de vista de Jean Louise (Scout para os amigos e familiares), uma criança de 6 anos cujo crescimento acompanha a narração, o que confere e acrescenta ao livro a inocência e honestidade características de alguém da sua idade. A sua narração também nos leva a questionar o porquê de complicar as coisas mais simples, facilmente compreensíveis por Scout. “Eu penso que só existe um tipo de pessoas. Pessoas.”

Também o facto de ser narrado por uma criança torna o livro mais divertido, apesar do tema abordado ser bastante profundo, existindo um balanço entre os momentos de maior emoção, injúria e indignação com os vários momentos de humor e comicidade existentes ao longo do livro.

Um outro aspeto positivo são, sem dúvida, as personagens, todas muito bem desenvolvidas, retratando os diferentes tipos sociais da época marcada pelo preconceito e crueldade. Acho quase impossível não desenvolver um carinho especial por Scout, uma menina extremamente curiosa, doce e inteligente em relação à sociedade em que se insere.

Também Atticus é uma personagem inesquecível demostrando uma enorme coragem, não ficando calado perante a injustiça e lutando contra tudo e todos na esperança de defender aquilo que sabe ser humanamente correto. Além disso, gostei da afeição que Scout e o irmão têm pelo pai, tentando reter todas as suas lições de vida ainda que não as compreendem ou sequer concordem.

Adorei este livro, sem dúvida intemporal, e aconselho vivamente a sua leitura e principalmente a reflexão sobre a sociedade em que nos inserimos. Será difícil um outro livro superá-lo assim tão breve.

Citação preferida:

“Coragem é quando sabemos que estamos vencidos antes de começar, começarmos, apesar de tudo, e irmos até ao fim, aconteça o que acontecer.”

Oceana Fernandes, 9ºA-S

Data de leitura: fevereiro 2018

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publicado por buelivros às 18:10

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