Este blogue pretende dar a conhecer “leituras” realizadas por alunos do AEMD. Está associado ao projeto "Cartão de Fidelidade" da Biblioteca Escolar que atribui pontos por cada opinião sobre livros lidos.

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Título: Um Corpo na Biblioteca

Autor(a): Agatha Christie

Editora: Edições Asa

Ano de Edição: 2003

Nº de páginas: 176

Sinopse:  Ruby Keene, uma bela jovem, é encontrada morta na biblioteca da mansão do casal Bantry, aparentemente estrangulada. A polícia é imediatamente chamada mas Dolly Bantry, a dona da mansão, acaba por pedir ajuda a Miss Marple, sua velha amiga, para juntas descobrirem quem matou a jovem, por que motivo e como foi parar à biblioteca da mansão. Mas, quando um novo cadáver é descoberto, Miss Marple percebe que as razões do crime remetem para uma antiga tragédia da qual fazem parte o amor o dinheiro e a solidão...

Apreciação crítica: A narrativa é feita na terceira pessoa, ora acompanhando os detetives, ora acompanhando Miss Marple, dando assim aos leitores uma visão mais ampla da investigação e permitindo-lhes relacionar a visão de ambas as partes que, por sua vez, se completam entre si.

A investigação é centrada principalmente em diálogos, muito bem desenvolvidos e repletos de detalhes e pequenas pistas, pelo que um sentido de concentração constante torna-se essencial.

É claro que quem capta mais a atenção do leitor é Miss Marple, sempre um passo à frente dos investigadores, uma vez que dá especial importância aos pequenos detalhes que passam despercebidos tanto aos polícias como ao leitor. De facto, é bastante curiosa a forma como Miss Marple desenvolve a sua linha de pensamento, recorrendo a paralelismos entre as situações que ocorrem na sua pequena aldeia.

Esta obra demonstra na perfeição o engenho da autora que à medida que desenvolve o enredo nos fornece pistas capazes de incriminar quase todas as personagens. O assassino acaba por ser revelado de forma surpreendente e tendo em contas todas as pistas anteriores que subitamente encaixam como um puzzle.

Em geral gostei do livro, apesar de se tornar um bocado confuso devido à grande quantidade de personagens, o final acaba por compensar. É, sem dúvida, excelente para passar umas horas agradáveis. Fica a curiosidade em conhecer mais obras protagonizadas por Miss Marple.

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Data de leitura: janeiro 2019

Nome: Maria Oceana Carmona Fernandes,10ºA 

 

publicado por buelivros às 22:39

 

Título: O Homem de Giz

Autor(a): C. J. Tudor

Editora: Editorial Planeta

Ano de Edição: 2018

Nº de páginas: 320

Género: Thriller, suspense

SinopseO Homem de Giz é um thriller cuja história decorre em dois períodos de tempo: em 1986, quando o protagonista é ainda criança, e em 2016, trinta anos depois. Conhecemos a história de Eddie, Gav, Nicky, Hop e Michey que se passa em Anderbury, uma pequena e sossegada cidade. Este grupo de amigos inseparáveis vive uma vida normal, passando a maior parte dos dias a andar de bicicleta pela pacata vizinhança em busca de aventuras. Chegam até a criar um modo secreto de comunicarem: desenhando homens de giz no chão, assim todos saberiam onde se encontrar e de quem era a mensagem.

Um dia, um desenho misterioso leva o grupo de crianças ao encontro de um corpo mutilado e espalhado pela floresta da cidade, assolando principalmente o jovem Eddie, protagonista da história e cuja vida nunca mais será a mesma.

Em 2016, passados trinta anos, Eddie esforça-se para superar o passado, até que um dia, ele e os amigos de infância recebem uma carta que continha apenas duas coisas: um pedaço de giz e um desenho de um homem enforcado.

Apreciação crítica: Um dos primeiros aspetos que me chamou à atenção ao ler a obra foi a qualidade do narrador, uma personagem muito bem desenvolvida, principalmente a nível psicológico com facetas mais obscuras, tornando-se, assim, mais real aos olhos do leitor.

Eddie, o narrador provoca diferentes sensações. Por um lado sente-se empatia pela inocente criança e pelo homem solitário em que se tornou, mas por outro lado fica-se com a sensação de que esconde algo. Tudo nos leva a duvidar das suas palavras, conferindo suspense à história.

Também as restantes personagens que vão aparecendo ao longo da narrativa estão bem construídas, com os seus próprios segredos que vão sendo revelados pouco a pouco, o que aumenta a tensão e a curiosidade do leitor ao longo da narrativa.

Além do mais, sentimos uma forte ligação com as figuras da história, uma vez que as conhecemos de momentos distintos. Afinal a trama ocorre em 1986 e 2016. Assim, em trinta anos, as personagens evoluem, tornam-se adultas, mas a essência de cada uma permanece inalterada.

O facto de a obra intercalar momentos do passado e do presente em curtos capítulos torna a leitura ainda mais intrigante e compulsiva.

Apesar de o suspense ser o tema predominante, outros elementos como a amizade, a religião e a justiça que fazem com que toda a história seja bastante atual e realista.

Não é fácil adivinhar quem foi o culpado, nem os seus motivos, mas tudo faz sentido quando nos é apresentado.

O final é surpreendente e, sem dúvida a melhor parte do livro, uma vez que não só se revela o assassino, que não podia ser mais improvável, mas também todos os segredos que acompanhavam este mistério.

Um excelente thriller, perfeito para quem quer começar a ler este género de livros.

Citação preferida: “A verdade tem o hábito de simplesmente ser a verdade. A única escolha que temos é a de acreditar ou não nela”.

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Data de leitura: janeiro 2019

Nome: Maria Oceana Carmona Fernandes,10ºA 

 

publicado por buelivros às 17:36

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