Este blogue pretende dar a conhecer “leituras” realizadas por alunos do AEMD. Está associado ao projeto "Cartão de Fidelidade" da Biblioteca Escolar que atribui pontos por cada opinião sobre livros lidos.

18
Out 11

Nome do autor: Ricardo Araújo Pereira

Editora: Edições Tinta-da-China, Lda.

Edição: 18º edição

Local: Lisboa

Data de Publicação: Novembro de 2007

Modo Literário / Género literário lido: Narrativo/ Crónica

 

Passagens que mais te impressionou no contexto da obra/Justificação:

     Das várias crónicas que li do livro Boca do Inferno, escolhi duas que para mim têm passagens que retratam todos os textos escritos por Ricardo Araújo Pereira. Assim sendo, as que mais me impressionaram foram: “O Allgarve fica em Portugal” e “ O silvo fulvo e o apito dourado”.

Na crónica “O Allgarve fica em Portugal”, a passagem que mais me influenciou foi, e passo a citar: “… criou uma marca, que por sua vez dá nome a um programa de eventos, chama-se Allgarve. A ideia é tornar o Algarve mais apetitoso e popular em toda a parte, designadamente naquele sítio mítico desconhecido como «o estrangeiro». Para isso, juntou uma letra ao nome, com o objectivo de o tornar mais modernaço. Se pensavam que o Algarve já não podia ficar mais inglês, enganaram-se.”

Nesta passagem o autor utiliza um tom irónico, para ele o acrescentamento de outro “l” no nome “Algarve” é apenas uma mera questão de mudança, apenas para que se diga que o nome ficou mais “estrangeiro”e mais apetitoso de conhecer. Mas Ricardo Araújo Pereira levanta também outra questão importante que é a forma como o Algarve se está a tornar inglês, será que é mesmo necessário outro “l” no nome, se já é quanto bastante inglês!?

     Outra crónica que me chamou a atenção foi: “O silvo fulvo e o apito dourado”. Nesta, a passagem que mais me impressionou foi: ” Não é que o fenómeno da corrupção se possa queixar de falta de prestígio, atenção. Quem dera ao aborto ter, entre nós, o estatuto que tem a corrupção.

A prática da corrupção desportiva já foi despenalizada há muito (não me lembro do último dirigente condenado) – e não precisou de referendo, o que é sensato, porque poupa tempo e chatice. Mais se há áreas de actividade em que a burocracia não entra, a corrupção é uma delas.”

      Esta passagem revela-nos a existência da corrupção em Portugal e em todo o Mundo. Neste excerto o autor utiliza um tom irónico quando compara o aborto à corrupção, dizendo mesmo que a corrupção é algo que é normal na nossa sociedade, não tendo sido preciso fazer um referendo para aprovar a existência de corrupção, enquanto que para o aborto foi necessário, não tendo ficado com o estatuto que a corrupção possui na sociedade. Pondera-se, com este excerto, se a existência da corrupção nas diversas áreas é a situação natural neste mundo capitalista.    

       Poder-se-ia escolher outras crónicas deste grande livro, mas são tantas que é impossível falar delas todas.

 

Apresentação de informação sobre o autor:

       Ricardo Araújo Pereira nasceu em Lisboa em 1974 a 28 de Abril. Licenciado em Comunicação Social pela Universidade Católica começou a sua carreira como jornalista no Jornal de Letras. É guionista desde 1998, é também autor, com Miguel Góis, José Diogo Quintela e Tiago Lopes, do “Gato Fedorento”, que foi um dos programas de televisão com mais audiência.

Os seus textos, a criação de personagens e a interpretação humorística elevaram-no ao estatuto de principal referência da nova geração do humor em Portugal. 

Actualmente escreve todas as semanas no jornal A Bola e na revista Visão.

        Foi das suas crónicas escritas no referido jornal e revista que resultou o livro Boca do Inferno.

 

Daniela Afonso Gonçalves, 10ºB – Dezembro 2010

publicado por buelivros às 12:11

Outubro 2011
Dom
Seg
Ter
Qua
Qui
Sex
Sab

1

2
3
4
5
6
7
8

9
10
11
12
13
14
15

16
17
19
20
21
22

23
24
25
26
27
28
29

30
31


Subscrever por e-mail

A subscrição é anónima e gera, no máximo, um e-mail por dia.

arquivos
2019

2018

2017

2016

2015

2014

2013

2012

2011

mais sobre mim
pesquisar
 
blogs SAPO