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BUÉ LIVROS

Este blogue pretende dar a conhecer “leituras” realizadas por alunos do AEMD. Está associado ao projeto "Cartão de Fidelidade" da Biblioteca Escolar que atribui pontos por cada opinião sobre livros lidos.

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27.Jan.18

O rapaz do pijama às riscas, John Boyne

AutorO_Rapaz_Pijama_Riscas_PNL.jpg : John Boyne

Editora: ASA

Páginas: 175

Assunto/Sinopse

Este livro conta a história de Bruno, uma criança de nove anos, que vive uma vida confortável com a família e os amigos na Alemanha. No entanto, no eclodir da 2ª Guerra Mundial, o pai é promovido a comandante das tropas nazis, e Bruno é obrigado a mudar-se para Auschwitz, na Polónia (sítio a que ele se refere como "Acho-Vil"). Bruno sente-se triste e aborrecido com a mudança, não só pela casa ser mais pequena, mas principalmente devido à ausência de crianças com quem ele possa brincar. Perante esta situação, e na tentativa de se divertir um pouco, Bruno decide explorar o território e rapidamente encontra um campo de concentração, que ele acreditava tratar-se de uma quinta.

Assim que encontra o campo, depara-se com um menino judeu da sua idade, Shmuel, de quem ele se torna amigo. Bruno não entende a razão da rede que o separa do seu único amigo e de outras milhares de pessoas com quem ele poderia brincar e, mesmo tendo sido proibido de se aproximar da vedação, a amizade dos dois cresce cada vez mais. Uma amizade imprevisível, que se vai tornar trágica...

 

Apreciação crítica/Impressões de leitura

Gostei bastante de fazer esta leitura, proncipalmente por nos dar uma diferente perspetiva de uma das épocas mais sombrias da história, a Segunda Guerra Mundial.

O protagonista é Bruno, uma criança de nove anos, e os factos são apresentados do seu ponto de vista e encarados com bastante inocência e pureza. Desde o engano ao pronunciar certas pelavras (como "Fúria", em vez de Führer, como "Acho-Vil" em vez de Auschwitz) à sua maneira única de encarar a realidade. 

É um livro que mostra que nenhuma criança nasce racista ou cruel. Elas não julgam pela cor ou religião e nunca perdem a oportunidade de fazer um amigo.

A escrita é bastante simples e fluída, contudo a história é um pouco sperficial e nada é realmente explorado a fundo, deixando a reflexão e descoberta a cargo do leitor. Não deixa de ser uma história comovente que assenta nos valores da igualdade e da amizade.

Oceana Fernandes, 9ºA-S

Data de leitura: janeiro 2018

 

Assunto/Sinopse

Este livro conta a história de Bruno, um menino de nove anos, filho de um comandante nazi, que, devido à promoção do pai, tem de se mudar para “Acho-Vil” com a sua família. Bruno sente-se só e aborrecido na nova casa, porque esta é mais pequena do que a de Berlim e não há meninos com quem ele possa brincar. Um dia, decide fazer uma “exploração” ao longo da vedação, e depara-se com um rapaz do outro lado dela. Shmuel é um judeu polaco da idade de Bruno, que fora enviado para o campo de concentração de Auschwitz. Bruno desconhece a terrível realidade do Holocausto, e estranha o facto de ali existir uma rede que divide o lado deserto onde ele vive do sítio cheio de pessoas que existe do outro lado, com muitas crianças com as quais ele poderia brincar e onde vive o seu único amigo. A sua amizade com Shmuel cresce, e todos os dias os dois se encontram, um de cada lado da vedação, formando um par impensável: um alemão e um judeu numa relação pacífica em plena 2ª Guerra Mundial. Uma relação que vai mostrar a Bruno o que realmente está a acontecer e que o envolverá nesse horrível fenómeno de genocídio.

Apreciação crítica/Impressões de leitura

Gostei bastante deste livro, principalmente pela simplicidade e leveza com que retrata um dos períodos mais sombrios da História. É um livro que nos faz ficar indignados com a extremista e racista mentalidade nazi e nos faz acreditar que mesmo em tempos difíceis é possível criar uma amizade. É interessante, porque a história é contada do ponto de vista de uma criança inocente que ignora os perigos inerentes à sua amizade em prol dela, opondo-se aos princípios fascistas e mostrando que na verdade as crianças são semelhantes, quer de uma religião ou de outra, aumentando a indignação do leitor, pois impedir uma amizade por uma questão política não faz, realmente, sentido. Um livro sobre a inocência em tempos de terror e o valor da amizade, que considero uma boa iniciação ao tema da 2ª Guerra Mundial.

Helena Rodrigues, 9ºB