Este blogue pretende dar a conhecer “leituras” realizadas por alunos do AEMD. Está associado ao projeto "Cartão de Fidelidade" da Biblioteca Escolar que atribui pontos por cada opinião sobre livros lidos.

09
Fev 19

teorema de K.jpg

TítuloO Teorema de Katherine 

Autor: John Green

Editora: ASA

Ano da 1ª edição: 2006       

Sinopse: Colin Singleton é um jovem prodígio com uma vida amorosa repetitiva e desastrosa. Durante a sua vida, namorou e foi deixado por 19 raparigas de nome Katherine. Destroçado pelo seu último fim de namoro, Colin decide partir com Hassan numa viagem de carro sem destino definido. Acabam, deste modo, por encontrar Gutshot, no Tennessee, e conhecer Lindsey e a sua mãe, Hollis. Esta última propõe-lhes um trabalho - entrevistar as pessoas da terra - que eles aceitam, pelo que Gutshot se torna o destino a que levou a inicial viagem de fim indefinido. Acabam por conhecer mais algumas pessoas da zona, e Colin debate-se com o pedaço que falta no seu interior, fruto da sua última separação. É neste cenário que o jovem prodígio tem o seu “momento eureka”, percebendo que seria possível existir um teorema que conseguisse representar o sucesso das relações amorosas consoante as características de cada um dos membros do casal, o que evitaria que ele ficasse de novo deprimido pelo final de outro namoro. Assistimos a uma mudança na maneira como Colin considera os seus princípios e percebemos que, afinal, ser importante a nível mundial não é uma condição essencial para a nossa felicidade.

Apreciação Crítica: Este livro não me impressionou muito. O enredo era previsível e a linguagem muito acessível (se é que é possível que exista linguagem demasiado acessível). Apesar de ser divertido, agradável pela sua simplicidade e com um final razoavelmente bom, a história não tem muito conteúdo nem é densa, apenas conta uma história linear e sem muitas reviravoltas. Apresenta uma lição de moral no fim: recorda-nos que não temos de ser populares para ser felizes, que cada um de nós é único à sua maneira e que faz parte de uma globalidade da qual não se sobressai sempre. Além disso, confesso, fiquei com uma particular curiosidade em relação a anagramas e à “matematização” de fenómenos do nosso dia a dia. Penso que é um livro extremamente acessível que não chega aos calcanhares de A culpa é das estrelas, pelo que não considero que seja uma leitura prioritária e essencial tendo em conta a existência de obras melhores.

Citações: “Aquilo de que nos lembramos transforma-se no que aconteceu.”; “a nossa importância é definida pelas coisas que são importantes para nós.”

Helena Rodrigues, 10ºB

Data de leitura: setembro 2018

publicado por buelivros às 15:31

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