Este blogue pretende dar a conhecer “leituras” realizadas por alunos do AEMD. Está associado ao projeto "Cartão de Fidelidade" da Biblioteca Escolar que atribui pontos por cada opinião sobre livros lidos.

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Vamos-Comprar-um-Poeta.jpg

 Autor: Afonso Cruz

Título: Vamos comprar um poeta

Editora: Caminho

Data da edição: 2016

Número de páginas: 101

 

Assunto/Sinopse

Esta história é sobre uma sociedade imaginada e ligeiramente distópica onde as pessoas em vez de nomes têm números e tudo é medido quantitivamente com exatidão desde os três gramas de manteiga para barrar o pão até aos mililitros de saliva partilhados nos afetos.

As famílias desta sociedade possuem artistas em vez de animais de estimação, tendo a jovem protagonista da história optado por ter um poeta, visto que este não sai caro e ao contrário dos pintores ou escultores, não suja muito.

No entanto, a presença do poeta no seio desta família vai transformar a vida da protagonista de tal modo que esta nunca mais irá pensar sobre a poesia o que outrora pensou.

Apreciação crítica/Impressões de leitura

Este livro tem como principal objetivo a critica à sociedade materialista em que nos inserimos que dá mais importância às questões económico-financeiras que ao bem-estar da população e à forma como a cultura é vista pela sociedade que a considera inútil e um disparate.

Neste cenário distópico, a arte entretém de forma extremista a população, ou seja, leva-se um poeta para casa como que adotando um animal de estimação.

O livro narra, na sua maioria, a relação entre a protagonista de 12 anos com o seu poeta que muda gradualmente a maneira da jovem pensar, deixando-se afetar pelas metáforas (mentiras como lhe chamam no livro) e pelos adjetivos. “Percebi que estava cada vez mais inutilista e que pensava em coisas só pela sua beleza e não queria saber do seu valor monetário ou instrumental.”, “Estaria doente?”.

O autor tem como objetivo fazer as pessoas refletir acerca da importância da poesia, da criatividade e da cultura nas nossas vidas, complementando a sua crítica no prefácio onde este afirma que as coisas mais importantes não são utilitárias e definitivamente não se podem comprar.

Um pequeno livro, que se lê demasiado rápido, mas com uma enorme importância e  que deverá ser lido e relido.

Citação preferida:

“A cultura não se gasta. Quanto mais se usa, mais se tem.”

Oceana Fernandes, 9ºA-S

Data de leitura: março 2018

publicado por buelivros às 18:11

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